Feb 08 2010

Você provavelmente não leu

Published by Nigel Goodman under Geral

Não sei porque eu não avisei aqui – e até compensaria por não estar postando tanto ultimamente -, mas eu andei fazendo posts sobre o BBB por aí.

Além do post sobre o DOURADO que vocês viram aqui, eu fiz uma cobertura especial sobre a Tessália na casa para o blog da Revista M… – que teria sido muito mais legal de acompanhar se eu tivesse avisado enquanto ela estava na casa. Também tenho postado sobre o assunto no Papo Ereto, naquele tom de página de fofoca.

Vou começar a avisar quando postar alguma coisa em outro lugar. Quem sabe postar um trecho para vocês verem se vale o incomodo de clicar no link. Acho que o pessoal que entra aqui merece um mínimo de atenção.

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Feb 02 2010

Sidewiki

Published by Nigel Goodman under Geral

Não sei se vocês sabem… E se vocês souberem, antes de reclamarem que eu estou falando de coisas que todo mundo já sabe, se sintam culpados por não terem me avisado, como eu estou fazendo agora que descobri isso. Não sei se vocês sabem, mas existe um aplicativo para o google chrome chamado Sidewiki.

Para que serve o Sidewiki? Para nada útil. É mais uma daquelas idéias geniais do google que você acha legal quando escuta e depois fica olhando para o programa sem saber o que fazer com ele. Mas, tentando explicar, é uma janelinha que você abre no seu navegador e pode fazer um comentário sobre a página ou trecho dela, para outras pessoas que a estejam lendo compartilharem da sua informação. Idéia bacaninha, mas inútil, porque todos nós sabemos que as outras pessoas são sempre idiotas.

É como se a página tivesse uma nova dimensão onde estão rolando altos papos que você nem pode imaginar.

E porque eu estou dizendo isso? Porque quem sabe você gostaria de experimentar o Sidewiki com o Orkut. É lindo.

Você pode ver o que os usuários do orkut estão falando. Alguns deles se perguntando se os donos do orkut lêem o Sidewiki e dando sugestões para a melhoria do site. Ah! As sugestões. Uma pessoa reclama do sistema antispam e conclui assim: “Isso é chato, melhor o filtro Google”.

Algumas pessoas no entanto tem dúvidas como esta: “como saber que um amigo ta olaine?”

Outras pessoas simplesmente estão tão felizes que tudo que elas querem é elogiar o Orkut. Vejam o que diz este usuário: “agora tem um twiter no orkut que swou”.

Se você ainda não se convenceu de que o Sidewiki é util e vai trazer opiniões relevantes para agregar conteúdo à pagina visitada, leia esta opinião: “A internet é um meio muito inteligente de conversar e de virar amigos de outras pessoas que nem conhecemos!!
Tipo quem invento a internet devia ser declarado um super genio !
Pq hoje em dia todo mundo tem acesso a internet e 20% das pessoas nao tem acesso livre a internet!!! Mas sempre vao atras dos sibers ou lanrouses.”
32 pessoas acharam este comentário útil, 19 acharam inútil e eu achei engraçado.

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Jan 29 2010

laicilop ecnamoR

Published by Nigel Goodman under textos

Você está prestes a ler trechos de um romance policial.

Este é o primeiro capítulo, aquele em que a empregada encontra o corpo.

A empregada subiu as escadas. Ela bateu na porta e ninguém respondeu. Ela não havia visto seu patrão se levantar e ele não apareceu para o café da manhã. Será que ele havia dormido em casa? Ela tocou a maçaneta da porta, mas não a abriu. Ela preferiu bater mais uma vez. Novamente sem resposta. A empregada girou a maçaneta e o grito que deu poderia ter sido ouvido da casa inteira. O antigo militar estava ali, morto, deitado na sua cama em meio aos lençóis ensanguentados e vestindo seu pijama de seda. Sua roupa estava rasgada, mostrando o corte profundo em sua barriga. A empregada segurou firma a maçaneta para não cair no chão. Aos poucos ela foi recuperando o equilíbrio. Ela desceu e chamou a polícia.

Este é um daqueles romances policiais em que você fica até o final tentando descobrir o assassino.

Este é o terceiro capítulo – aquele em que os policiais não fazem idéia de como ocorreu o assassinato.

As portas não foram arrombadas. Não havia marcas de luta. Nenhum vizinho ouviu ou viu qualquer coisa fora do ordinário. De tudo, o que mais espantou os policiais foi o fato de só existir sangue na cama. O assassino surpreendeu o general enquanto este dormia, mas por que esta escolha de arma? E como ninguém ouviu nenhum grito no meio da noite? A morte certamente não foi instantânea, mas mesmo assim o general não pareceu demonstrar qualquer resistência. E o assassino aparentemente não deixou nenhuma digital, nem nada que pudesse servir como pista para a polícia.

- É como se ele tivesse surgido aqui dentro, matado o general com a faca e desaparecido, como em um truque de mágica – disse o jovem investigador da polícia.

- Ou então esta cena do crime foi fabricada – considerou o policial mais experiente.

Mas este não é um romance policial comum. Não é o assassino que nós temos que descobrir quem é.

Este é o sétimo capítulo, aquele em que conhecemos o assassino.

Estou cansado de me esconder. Quanto tempo eles vão demorar para perceber que sou eu atrás da cortina? Quando será que vão reparar os pés? Mas precisava ser feito e eu fiz da melhor maneira que eu pude. Não me resta mais nada a fazer. Preciso continuar vivendo minha vida normalmente, sem levantar qualquer suspeita e com o tempo as pessoas se esquecerão deste crime e se esquecerão de procurar por um culpado. As pessoas vão esquecer.

Edgar tentou dormir mais uma vez e não conseguiu. Foi até a cozinha e tomou um gole de whisky para acalmar. Tomou outro gole. Tomou mais duas doses. Ele respirou fundo e voltou ao quarto. Deitou e dormiu um sono ruim. Falou muito durante o sono e de manhã acordou como se não tivesse descansado.

Neste romance nós conhecemos o assassino. Nós não conhecemos o detetive.

Este é o nono capítulo, aquele em que os policiais recebem a ajuda de um investigador misterioso.

- O senhor vai querer ver isso – disse o jovem investigador da polícia.

Chegou na delegacia uma caixa de papelão. Sem remetente. Não fora enviada pelos correios, mas ninguém percebeu quem a deixara. Quem presta atenção na correspondência? São tantas pessoas entrando e saindo da delegacia de uma cidade movimentada que você para de prestar atenção.

Após um exame cuidadoso os policiais abriram a caixa e dentro havia duas coisas. Uma era uma seringa aparentemente usada. A outra era um bilhete.

O bilhete escrito a mão dizia o seguinte: “Peço desculpa por retirar isto da sua cena do crime. Fiz uma analise aprofundada do conteúdo desta seringa e descobri que se trata de um potente tranquilizante. Acredito que vocês encontrarão uma picada no seu cadaver mais famoso. Acho que isto explica porque ele não gritou nem reagiu e apenas ficou deitado enquanto alguém abria a sua barriga com uma faca. Mais uma vez, me desculpem por tê-la removido da cena do crime. Espero que entendam que eu agi com a melhor das intenções.”

- O que você acha disso? – perguntou o jovem.

- Parece que mais alguém está investigando este caso. Não faço idéia do motivo, nem se isso nos ajuda ou nos atrapalha.

- Acho que ajuda. A não tinha nem visto a marca no corpo.

- Tem razão. Só espero que ele não esteja escondendo mais provas.

E no fim temos a grande revelação e uma chocante surpresa.

Este é o último capítulo, aquele em que o romance se resolve.

E então os policiais voltaram à cena do crime e encontraram com um homem vestindo traje social e blazer claro. De volta à cena do crime estava Edgar.

Ele começou seu discurso e contou à polícia como tudo ocorrera. Ele disse que o general havia sido dopado na sala e então arrastado escada a cima vagarosamente. Já no quarto suas roupas foram trocadas por seu pijama. O general foi colocado na cama e então teve sua barriga perfurada com uma faca do seu próprio faqueiro. Mas quem poderia ter feto isso sem que fosse percebido? Edgar, o vizinho da porta ao lado? Não.

A empregada – disse Edgar. – Ela fez tudo isso no fim do seus expediente anterior. Ela voltou no dia seguinte normalmente e então fingiu que havia descoberto o corpo.

A empregada protestou, mas acabou ficando nervosa e resolveu tentar fugir. Os policiais correram atrás dela, mas no nervosismo ela caiu da escada e bateu com a cabeça. A queda foi fatal.

A empregada morreu uma morte convincente demais. Os policiais ficaram satisfeitos e deram o caso por encerrado. Ela tinha a oportunidade e sabe-se lá quanto ela conseguiu roubar que nunca seria descoberto. O caso estava encerrado para a polícia.

Os policiais agradeceram Edgar, o investigador particular que conseguiu decifrar o assassinato quase perfeito do velho general.

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Jan 23 2010

DOURADO

Published by Nigel Goodman under textos

Este é um post sobre o Marcelo DOURADO e sobre o BBB10. Se você acha que que BBB é um programa imbecilizador, e que está contra a corrente em um mundo que não te entende, e por isso está pensando em nem ler este post; se você está pensando em se isolar e gritar sozinho contra uma multidão do tamanho de um continente; você tem mais em comum com Marcelo DOURADO do que você pode imaginar.

DOURADO é o grande vilão desta edição. É odiado pelo público e alvo dos outros participantes do reality show. Ele é um vilão, mas no entanto nunca se envolveu em nenhum barraco, nenhuma briga, não combinou votos e muito menos foi desleal. Ele é o vilão em um universo sem heróis.

Na realidade, DOURADO é humano. Em uma casa onde todos se conheceram a semanas, mas já são amigos de infância; em uma grande reunião de família onde todos estão felizes de se reencontrar e cada um é um primo bem sucedido; DOURADO não parece se encaixar. Mas qual a diferença de DOURADO para todos nós? Vivendo nossas vidas medíocres, sem conseguir entender aquilo que motiva as pessoas à nossa volta. Ele é DOURADO em um mundo de coloridos.

Acontece que DOURADO já desviou de mais balas do que qualquer um. Se o BBB é marcado pelas suas panelas, DOURADO fez uma panelinha com o próprio DEUS. DOURADO já foi eliminado antes, mas voltou. Seu grupo perdeu a prova, mas mesmo assim ele foi indicado para entrar na casa. Mesmo com todos querendo o seu pescoço, mesmo sendo certa a sua eliminação no paredão, ele foi imunizado pelo anjo – anjo este que reconheceu ter esquecido a razão neste momento e ter agido apenas com o coração. Seria inspiração divina? Mais uma vez depois disso DOURADO conseguiu imunidade. Todos querem tirá-lo, eliminá-lo da casa, mas o destino parece querer negar esta oportunidade.

DOURADO segue lutando, mas sem saber contra o que. Ele não tem idéia do que se passa ao seu redor. Ele é um naufrago em alto mar no meio de uma tempestade. DOURADO não pensa em desistir e, sem conhecer o seu destino ao qual está fadado, ele constrói seu próprio futuro.

Torcer por Marcelo DOURADO é conseguir encontrar no seu coração aquela esperança ingênua. É alimentar aquele sonho de que o impossível pode acontecer e que tudo ainda pode mudar. Torcer por DOURADO é acreditar que nós também podemos enfrentar nosso destino e vencer em um mundo de adversidades.

Enquanto DOURADO estiver no BBB nada é definitivo. O aquecimento global ainda pode ser revertido, pode haver paz entre as religiões e o mundo ainda pode ser feliz.

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Jan 18 2010

Participe do Repórter Bêbado

Published by Nigel Goodman under Geral

Quer ajudar o repórter bêbado participando de uma edição?

Vá para o blog do Repórter Bêbado e aprenda como.

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Dec 31 2009

Show de fantoches?

Published by Nigel Goodman under Geral

Por que a interrogação, se realmente é um show de fantoches? Não sei.

Só sei que isso aí foi gravado por um fantoche na twitcam e transmitido ao vivo para umas 5 pessoas  (com a internet você consegue ser visto pelo mundo inteiro, saca?). Não tem roteiro nenhum, mas na metade do caminho a coisa segue uma vertente especial, então até parece que tem um tema.

Quando eu voltar de viagem vai rolar mais disso para as pessoas que continuarem vivas. É o que me cabe informar.

Feliz ano novo.

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Dec 28 2009

Fantoche

Published by Nigel Goodman under Geral

Terminei meu fantoche de monstro verde. Coisa mais divertida ter feito ele, e fiquei feliz de ter conseguido terminar.

Tive uns problemas no caminho, como por exemplo na hora de por a boca que não estava ficando direito, mas no fim tudo se resolveu e ele ficou pronto.

Fotos para vocês acreditarem em mim.

faltando os olhos

Nessa foto eu ainda não tinha colocado os olhos. Minha cola quente tinha acabado e eu fiquei dias com ele assim.

puppet green monster

fantoche monstro verde

Agora o meu próximo passo vai ser fazer videozinhos com ele para o youtube, e twitcam. Vou fazer mais alguns também pra poder fazer alguns esquetes. Fantoches são o futuro. O grande Nando Viana já disse que vai fazer um para fazermos um duelo de rap.

Faça um também e vamos brincar.

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Dec 17 2009

Continuo vivo

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Geral

Gente, eu não morri. Estou vivo e bem.

Nestes últimos dias eu tenho me dedicado a aprender a montar fantoches.

Fiz um de bobeira e cheguei fazer um chat ao vivo pela webcam no twitter com ele falando algumas besteiras.

fantoche tosco

Foi bem divertido e eu resolvi tentar fazer um mais direitinho.

fantoche de meia

Esse último eu fiz como teste, pra ver se ia conseguir fazer um mais elaborado depois, e achei tranquilo de fazer. Então para o próximo já não vou precisar usar uma meia.

Sério. Eu aprendi a costurar pra fazer isso gente. Isso mostra a minha determinação.

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Nov 19 2009

Estréia Louco é Pouco no Leblon

Published by Nigel Goodman under stand up

Gente, meio em cima da hora, mas hoje estréia no Leblon, no Teatro Café Pequeno, o meu grupo de stand-up. Como sempre conto com vocês lá.

louco é pouco

E você agora tem a comodidade de poder comprar o seu ingresso pelo ticketronics e nos seus postos de venda – além de no teatro, é claro.

Internet: www.ticketronics.com.br (com taxa de serviço)

Call Center 0300 789-3350

Copacabana Modern Sound – R. Barta Ribeiro 502

Barra da Tijuca Snac (Barra Shopping) – Av. das Américas 4.666 / 1º piso / lj 101 à 116

Flamengo Posto BR – Av. Rui Barbosa s/ nº

Lagoa Posto BR – Av. Borges de Medeiros s/ nº

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Nov 13 2009

Melhores amigas

Published by Nigel Goodman under Contos

Denise e Paula eram melhores amigas. Eram amigas daquelas que contam tudo, que não guardam segredo, como se vivessem uma vida só. Haviam se conhecido no colégio e passado a vida inteira juntas, e era daí que vinha tanta intimidade.

Sempre que algo acontecia uma sempre confortava a outra. Foi assim com o primeiro fora, a primeira bomba na faculdade, a primeira batida de carro, a primeira demissão, a primeira menopausa. Foi assim com tudo que poderia ter sido.

Envelheceram juntas e, apesar das brigas – que existiram, não se engane, e algumas foram até feias -, resolveram passar seus últimos anos vivendo sob o mesmo teto, em um condomínio residencial projetado para a terceira idade.

Um dia Denise chegou em casa da aula de pintura e encontrou Paula chorando.

- O que foi que houve, Paula?

- Minha amiga Denise morreu. Eu acordei do meu cochilo e já tinham levado o corpo dela.

- Que besteira, Paula. Sou eu Denise. Não está me reconhecendo? – Denise já estava acostumada com as confusões da amiga, que não tinha envelhecido tão bem como ela.

Paula balançou a cabeça negativamente.

- Denise estudava comigo no Padre Bernadete, eu reconheço a Denise.

- Mas eu estudei no Padre Bernadete com você, não lembra? A gente matava aula na quadra com os meninos.

- E qual era o nome do menino que a Denise era apaixonada e que tirou a virgindade dela e depois nunca mais quis saber dela de novo?

Denise ficou um pouco chocada com a lembrança repentina da infância, mas foi logo interrompida por Paula que resolveu continuar a frase.

- Eu também não estranho. A Denise nunca teve uma boa higiene pessoal.

- Como assim nunca teve uma boa higiene pessoal?

- Ela era minha amiga, mas fedia. Fedia e era mau caráter.

- O nome dele era Arnaldo! – Disse Denise com convicção, abrindo um sorriso de satisfação, de quem, depois de todos estes anos, consegue arrancar a verdade de uma pessoa falsa.

Paula fez uma cara de espanto. Era mesmo Denise ali parada na sua frente. Ela não podia acreditar.

- Puta que pariu, morri também!

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