Archive for January, 2008

Jan 30 2008

Chopp inteiro

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Turismo

Update da minha situação de turista, e upgrade da minha crítica ao chopp de Recife. Achei um bar que faz o colarinho como ele deve ser feito. Meus olhos até lacrimejaram. Aquele líquido dourado vindo pra minha mesa. Aquela rodelinha espumosa. Gente, parem as prensas! Consigo até ver as menininhas desligando as chapinhas no susto. Parem as prensas porque Recife tem chopp bom.

Mesmo eu tendo ido a bares grandes e conhecidos, eu não estava indo nos bares certos. Precisei da ajuda dos meus amigos locais para finalmente me levar para um chopp de respeito aqui em Recife.

O Flávio da MR Media, empresa que hospeda o site, veio buscar a Clara e eu aqui onde estamos e a gente partiu para o Guaiamun Gigante para encontrar com o Murilo Gun. Coisa que teria sido comum se o Flávio não tivesse se perdido pelo caminho. Não só se perdeu como não entendeu o meu sotaque no telefone celular e pediu para falar com o porteiro do prédio. Depois disso foi tranqüilo. Alguns minutos depois ele chegou pela contramão para nos pegar.

Outra coisa curiosa é que por telefone o Flávio avisou que não dirigiria porque estava com um problema de visão. Ele falou isso, mas apareceu dirigindo. Na contramão. Dirigindo com o tato como disse. Mas sobrevivemos.

Espero ter me retratado com os bares de Recife. O chopp aqui é bom. Você só precisa que alguém de Recife te leve pra conhecer a cidade.

6 responses so far

Jan 26 2008

Meio chopp

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

É verdade que eu estou adorando Recife, mas existem coisas que são inaceitaveis. Por mais apaixonado que você esteja tem sempre aquela coisa que faz você balançar. Sabe quando aquela garota bonitinha que você esta dando em cima da um espirro, fica com o nariz vermelhinho e da uma risadinha? Agora sabe quando ela vira para o lado e puxa um catarrão e depois cospe? Tá vendo só. É uma cusparada que vai reto no peito e acaba com o relacionamento. Coisa triste.

Comigo foi mais ou menos assim, mas sem a nojeira toda. Acontece que aqui em Recife o chopp tem colarinho. Tudo bem, colarinho é normal. Colarinho é normal sim, mas meio copo de espuma já é sacanagem. Acreditem ou não os chopps de recife têm mais espuma do que chopp. Porque se a espuma está até a metade e você leva em consideração que a boca da caldereta é mais larga que o fundo, da até pra ter um ataque de pânico quando você vê o garçom vindo com o teu choppinho.

Olha, eu tentei reclamar. No Rio quando eles começam a abusar e você reclama eles entram na linha de novo. Se você pede sem colarinho, adivinha só, ele vem sem colarinho. Aqui em Recife eu pedi para diminuir o colarinho e o cara me disse que o colarinho só saia no padrão. Padrão? Que diabos de padrão é esse? Se eu pedisse uma latinha de cerveja será que ele ia sacudir ela antes de me entregar?

Muitas vezes já discuti com os meus amigos sobre o colarinho. Ele é cremosinho, protege o chopp e acima de tudo da um charme à bebida. Aquela linha branca pertinho da borda realmente tem suas vantagens. Sério, o colarinho proteje o sabor do chopp. Mas nisso você supõe que deva haver chopp na droga do copo! Meio copo de espuma é sacanagem. É a mesma coisa que guardar moeda de 5 centavos no cofre.

7 responses so far

Jan 25 2008

Quase um gringo

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Turismo

Como eu falei que estaria, estou em Recife. Olha, se eu pudesse eu vinha morar aqui. Por enquanto não tenho tido muito tempo para me sentar e escrever sobre a cidade. Como Recife não é uma cidadezinha de férias como Búzios não dá muito bem para resumir tudo em um ou dois parágrafos. Vou escrevendo aos poucos então.

Eu sempre me orgulhei de não ser um gringo burro. Porque gringo, por mais inteligente que seja, assim que desembarca no aeroporto vira um retardado. Parece que de onde eles vieram as leis da física funcionam de maneira diferente e eles estão tendo muita dificuldade em se adaptar ao novo universo. E eu sempre me orgulhava de ser um cara adaptado a cultura. E ser adaptado no Rio de Janeiro significa que não vão passar a perna em você tanto quanto passariam se você fosse de outro lugar, significa também que eu não vou andar perdido cheio de dinheiro na carteira e que eu não vou levar nenhum tiro na cara por estar onde eu não deveria. Vocês nunca vão me ver subindo morro naqueles jeeps cheios de turista. Nunca mesmo.

Disso tudo que eu falei ai em cima a unica coisa que eu ainda não fiz desde que cheguei aqui em Recife foi subir no tal jeep. De resto só falta o portunhol enrolado e eu viro um gringo.

Eu paguei dois reais em uma cocada outro dia. Estou me sentindo um idiota até agora. Paguei dois reais adiantado à um flanelinha também. Depois eu decobri que se você der só cinquenta centavos na volta o flanelinha já fica feliz. As pessoas daqui já sentem o meu cheiro a quilometros. Um cara tentou me vender até um passarinho na praia de Boa Viagem outro dia. Sério. Um passarinho na praia. Queria vera cara de alguém que compra algum passarinho na praia e depois percebe que não sabe o que vai fazer com o bicho. Acabaram suas férias meu amigo. De agora em diante você vai precisar ficar carregando o passarinho para todos os lados, ou então comprar uma gaiola em algum lugar. Acho que deve ser algum código. Quando algum turista aparece em uma petshop de Recife procurando por uma gaiola vazia é hora de cobrar em dollar.

Mas eu estou me adaptando gente. Outro dia eu consegui comprar na praia um filtro solar por mais barato do que eu compraria em uma farmácia. Fiquei até com pena do vendedor quando eu descobri isso, mas vai ver ele era um vendedor altruista.

3 responses so far

Jan 21 2008

Búzios

Published by Nigel Goodman under Turismo

Como eu falei antes: Búzios é um lugar legal. Bem bacana mesmo. Você acorda, toma café e vai para a praia. Fica na praia a tarde inteira e depois volta para almoçar. Almoça e vai direto para a piscina. Quando fica de noite você vai para o centro se divertir nos bares e ver as lojas. Tem o movimento também, mas eu ainda sou muito jovem para ver o movimento. Tem censura. Idade mínima. Se você fica muito tempo parado em uma esquina olhando as pessoas indo e vindo pode ir deixando a identidade à mão. Depois de tudo isso você reza para algum santo forte e promete que se conseguir dormir nunca mais esquece o filtro.

A praia de Geribá é a praia principal do lugar. Aquela praia padrão com uma extensa faixa de areia cheia de gente bonita e de gente feia também, mesmo que elas não admitam que são feias. Apesar de ser a praia mais popular eu ainda prefiro a praia de Ferradurinha. Ferradurinha é bem menor que Geribá. Bem menor mesmo. Devem caber umas cinco pessoas lá. Mas mesmo pequena a praia é muito bonita. Vale a pena alugar um kayak para dar um passeio. Também é muito legal caminhar pelas pedras que cercam a praia e depois olhar de volta para a areia e procurar seus amigos e conhecidos, que, as vezes, até abanam de volta. Imperdível.

Para sair de noite existe a rua das pedras. Uma rua com calçamento de pedras como era de se esperar. É lá que as pessoas se reúnem para desfilar seus bronzeados, ou as queimaduras horrendas no caso dos gringos. Os barzinhos ficam espalhados, muitos com mesas na rua. É bastante agradável. Alguns lugares são impossíveis de conseguir uma mesa. A creperia Chez Michou é um desses lugares impossíveis. Como eles não tem nenhuma fila de espera enquanto você come alguém encara você esperando para agarrar sua mesa assim que você ameaçar ir ao banheiro.

Chegar nas praias ou na rua das pedras é muito fácil. Você só precisa dirigir seu carro pelas ruas minúsculas e mal sinalizadas de búzios. A coisa é tão tensa que as vezes você esta indo e vem vindo alguém em sentido oposto e não vai ter como passar. Não tem nem como saber se aquilo ali é mão ou contra mão. Vale a lei da relatividade: Se você vê alguém entrando na rua ela dá mão, se você vê alguém saindo dela: é contramão.

Outra curiosidade das ruas da cidade são os quebra-molas escondidos. Escondidos mesmo. Em trechos sem iluminação, da mesma cor que o resto da rua e na maioria das vezes sem qualquer placa sinalizando a sua existência. Até em uma curva eu achei uma coisa dessas. Vale mais uma vez a regra que eu acabei de colocar: se algum carro se arrebentar na sua frente é porque ali tem um quebra-molas.

Se o teu veiculo conseguir chegar ao destino inteiro só vai faltar encontrar uma vaga. Uma vaga, um pergaminho, um livro, uma maquina fotográfica, o mago barba branca e o Wally. Caso você desista de procurar uma vaga basta pegar um empréstimo e deixar o carro em algum estacionamento.

Apesar do trânsito esculhambado vale a pena ir para búzios, ainda mais se você for algum jovem bonito e descolado. Se você for você provavelmente já sabe disso tudo. E a dica para curtir suas férias é fazer como a minha namorada, curtir tudo que a cidade tem para oferecer, mas colocar algum mané para dirigir pra ela.

3 responses so far

Jan 20 2008

E o quico?

Published by Nigel Goodman under Geral

E ai, como vocês estão? Passei uma semana inteira sem dar sinal de vida, sem escrever nada. Coisa feia da minha parte. Acontece que eu fui pra búzios, uma cidadezinha de praia no estado do Rio. Foi bastante legal. Infelizmente, como vocês perceberam, eu fiquei sem me conectar nessa incrível e maravilhosa rede de computadores. Até existia lan house. Eu cheguei a entrar um dia para checar os e-mails. Coisa rápida. Meia horinha. Chequei os e-mails e respondi o que era de se responder, mas ai a meia hora acabou. Queria eu manipular o tempo e ser o senhor do universo, mas eu não sou. Infelizmente. Estou divagando, melhor parar com isso.

Voltando ao assunto. Eu estava em búzios. Praia, sol e muita curtição. Estava lá até o pai da minha namorada ligar e dizer que a gente ia passar o resto das férias em Recife, que eu não conhecia até então, também é praia, mas tem muito mais sol. Mudança de planos. Voltei para o Rio hoje e estou esperando o avião para partir para Recife. Vivam as férias.

Acho que em Recife eu vou conseguir postar alguma coisa. Quem sabe eu tiro algumas fotos. Só não tem como fazer repórter bêbado por enquanto. Desculpem o sumiço. Um abraço… É TUDO NOSSO… Não, calma ai, não é não. E quem disse que gritar é tudo nosso serve pra fechar alguma coisa?

5 responses so far

Jan 15 2008

Stand-up, meu aniversário e tudo mais

Published by Nigel Goodman under Geral, backstage

Vou abrir meu coração com vocês aqui. Culpa do álcool.

Hoje fiz uma coisa que tinha algum tempo que eu não fazia. Fiz um show de stand-up. Primeira apresentação de 2008, depois de quase um mês sem subir no palco. A noite foi muito boa. Sai do palco satisfeito. Algumas coisas podiam ter sido melhores. Fiquei nervoso, coisa que tinha algum tempo que não acontecia, mas era um nervosismo bom. Estava nervoso porque tinha grandes expectativas para essa noite e queria corresponder a elas.

Para quem não sabe hoje é meu aniversário e eu tinha chamado todos os meus amigos para assistir ao show. Eu gosto de ter sucesso sempre, mas principalmente quando as pessoas que eu gosto estão na platéia. E eu não me contento com pouco. Fazer uma pessoa rir não é fácil, mas mesmo assim eu sempre quero que riam mais. É uma energia que eu não sei de onde sai. Uma vontade de me superar e acertar você em cheio na sua cadeira.

Ainda tem muito caminho pela frente. Muitas vezes eu saio insatisfeito. Sou bastante exigente comigo mesmo que chego até a ficar deprimido depois de uma apresentação ruim. Às vezes eu vou bem, mas sei que poderia ter sido melhor. Por isso eu sei que tem muito caminho pela frente ainda. Muita coisa para aprender até conseguir me agradar. Até conseguir fazer o show que eu quero fazer. Até conseguir fazer vocês rirem como eu quero que riam.

3 responses so far

Jan 12 2008

Generosidade

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

Hoje eu fui estacionar o carro no supermercado. Quando eu parei na cancela, a mulher me entregou o cartão do estacionamento. Mas não só isso. Ela me entregou um calhamaço de anúncios junto com ele. E pra pegar um, tinha que pegar os outros. Era muita coisa, do tipo que você pode ler em uma viagem. Na hora que eu vi aquilo, bateu um terror. Peguei tudo, separei o cartão e rapidamente estiquei de volta o resto dos papéis para a mulher, porque papel no carro você sabe como é: depois que entra, não sai mais; só se decompondo lá dentro mesmo. A mulher olhou a minha tentativa de devolver os anúncios e, muito calmamente, me disse:

- Pode ficar.

Quanta generosidade! Fiquei até comovido. Tão comovido que meus dedos afrouxaram e os papéis cairam no chão.

4 responses so far

Jan 09 2008

Repórter bêbado 02

Published by Nigel Goodman under Repórter Bêbado

E não é que o piloto deu certo e a gente fez a segunda edição do repórter bêbado. Mais uma vez Ronald Rios lê as notícias enquanto eu, Nigel Goodman, as comento, mas, como de costume, completamente bêbado.

Para esta edição ir ao ar foi consumida uma garrafa inteira de vinho e mais 2 latinhas de cerveja Sol. Mais uma vez foi produzida 1h de áudio, que após um processo rigoroso de edição se transformou em aproximadamente 25 minutos da mais fina pérola do jornalismo.

Observações úteis:

  • Durante o podcast eu cito a Revista M do meu grande companheiro de palco Ulisses Mattos.

  • É a atriz Stella Freitas, que interpretava a telefonista Edilene no educativo Alô, vídeo escola, que faz o papel da vendedora de órgãos no filme Central do Brasil.

  • Todas as vezes que você ouvir o sobrenome Torres ele deve ser substituído por Montenegro, já que a Fernanda Torres não apareceu no Central do Brasil, muito menos no Alô, vídeo escola, mas apesar disso tudo continua ai na atividade correndo atrás.

 
icon for podpress  Reporter Bêbado 02 [26:35m]: Play Now | Play in Popup | Download

18 responses so far

Jan 07 2008

Parem o mundo

Published by Nigel Goodman under textos

Parem o mundo que eu quero descer. Essa é uma das coisas mais irritantes que eu já ouvi faz um bom tempo. Reparem bem na frase. Essa é a típica atitude idiota que faz do mundo um lugar insuportável para começar. Problema dos outros 6,5 bilhões de pessoas que estão satisfeitas com o deslocamento do planeta, nós vamos ter que parar tudo porque umas 10 mil pessoas resolveram que querem descer. Quer saber de uma coisa? Problema de vocês. Pulem com o mundo andando. Gente egoísta. Sem falar que parar o mundo para estas pessoas descerem implicaria na terra sendo atraída diretamente para o sol, e ai já era.

Tudo isso pra que? Pra onde essa gente acha que vai depois que descer da terra? Ta achando que é igual fugir de casa que você da uma volta no shopping, dorme na casa de um amigo e depois volta pra casa fazendo cara de rebelde? Se desse pra parar o mundo, mesmo implicando em morrer queimado no sol e essas coisas, eu parava, só pra ver a expressão na cara dessas pessoas. Parou, agora desce ai. E não ia ter roupa de astronauta não. Esse pessoal ia descer no espaço e explodir por causa da pressão.

5 responses so far

Jan 05 2008

Banheiros

Published by Nigel Goodman under textos

Quem nunca foi em uma choppada e no dia seguinte teve que colocar o tênis para lavar de tão encharcado que o coitadinho ficou só de entrar no banheiro? Quem nunca precisou ir ao banheiro durante um show e descobriu que banheiro químico recebeu esse nome por causa dos gases tóxicos, proveniente das diversas drogas utilizadas no local, conservados em calor e pressão ideal? Quem nunca mijou no próprio copo, em seguida arremessando-o para dentro do banheiro, numa tentativa desesperada de não se emporcalhar lá dentro. Quem, meu Pai, nunca foi respingado em local tão maculado?

Escrevi uma pequena lista de pensamentos sobre isso:

“João sem braço é que é um cara feliz. Pode entrar em um banheiro de bar tranqüilo. Ele sabe que por mais que ele quisesse, ele nunca iria conseguir encostar sem querer numa parede mijada.” - conto do João sem braço.

Banheiro de bar é cheio de mordomia. É só estalar os dedos que já tem alguém pra abrir o seu ziper… Mesmo que você estivesse estalando os dedos pro outro motivo.

Tem gente que disfarça benzão, o cara fica manjando você mijar, totalmente na dichava, nem da pra perceber que ele esta olhando tua pemba. Tirando o fato que dos 20 urinóis que ele podia ter escolhido ele resolveu mijar do seu ladinho. Quase um ninja

O cara otário no banheiro é fácil de reconhecer, é o que puxa a descarga. Num lugar aonde as paredes são mijadas, o chão é mijado, as pias são mijadas, a própria descarga deve ser mijada, o cara vai se preocupar se dentro do vazo vai ficar mijado? Só o mais otário

A hora da duvida é a de lavar a mão. Respingou um pouco durante a mijada, mas será que vale a pena trocar o próprio mijo respingado na mão por uma torneira suja e uma pia que já foi vomitada e mijada?

O que não pode é lavar a mão e depois tocar na porta. Ai você é um idiota. Na verdade se você tocar em qualquer coisa que não seja você dentro do banheiro você é um idiota. Por tabela você segurou em uns 30 paus no mínimo.

Aí tem o herói. O cara ta de chinelo, mas não se importa, mete o pé no mijo e nem percebe. Assim que entra no banheiro começa a mijar, não importa onde… Em alguns casos pode até ser em outra pessoa. o cara esfrega a mão na parede que geral mijou e sai. Do lado de fora ele faz carinho no rosto da namorada sem culpa.

Tudo pode ter uma desculpa aceitável, até aquela olhada pro lado pra garantir que a sua pemba é a maior, menos mijar na cabininha. Se o cara entrar na cabininha pra mijar ele vai mijar sentado, não tem erro.

Um banheiro mijado foi a verdadeira razão que levou Jesus a andar sobre a água.

Se um homem disse que ia ao banheiro e nunca mais voltou, não se desespere, ele pode nunca ter saído de lá com vida afinal.

One response so far

Next »