Archive for February, 2008

Feb 29 2008

Riso de Janeiro e incentivos

Published by Nigel Goodman under backstage

Essa terça eu estive como convidado no Riso de Janeiro. Sensacional.
Para quem não sabe o Riso é um show de humor, com números que vão desde o stand-up até performances com bamboles. É apresentado pelo Marcio Libar e pelo Nizo Neto, que, além de ter me feito o convite para o show, foi um cara que sempre me incentivou desde a primeira vez que me viu.

Tudo isso pra dizer que aquela frase de que ninguém quer dar uma chance pra quem está começando não se aplica mais. Hoje em dia o que se vê é totalmente o oposto. Comediantes consagrados felizes em abrir um espaço para gente como eu, sem nenhuma experiência e bastante vontade. Sem dúvida nenhuma, se não fossem por eles, eu nunca teria subido em um palco até hoje. Para vocês terem uma idéia o Comédia em Pé, que é a autoridade no stand-up, me deixou subir no palco deles mesmo com nenhuma experiência.

O bom é que essa generosidade toda não afeta só a mim, ou quem está querendo uma chance. Isso tem sido melhor para o público, que agora está conhecendo comediantes incríveis que até pouco eram completos anônimos. No caso do Riso isso ainda se estende para fora do stand-up, com números que você não veria em lugar nenhum. O humor agradece.

Agora sobre a apresentação, foi muito legal. Fui o primeiro a ser chamado, e isso é uma pressãozinha a mais, já que a platéia ainda está esquentando e você precisa ter um pouco mais de calma. Tem todo um ritmo. Mas eu fiz tudo direitinho e as pessoas riram. O bom de vir antes é que você já está liberado e pode aproveitar o resto do show. O ruim é que dá muita vontade de voltar. Acaba tão rápido sabe.

Aqui vão algumas fotos:

nigel no riso de janeiro

No gringo eles tem os tijolos, no Rio a gente tem pedras portuguesas.

riso de janeiro final

Os Fulanos, Larissa Câmara, Nigel Goodman, Paulo Silvino, Marcio Libar e Nizo Neto

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Feb 24 2008

Oscar 2008

Published by Nigel Goodman under Geral

Enquanto vocês estão ai assistindo o oscar na televisão eu estou online junto do meu amigo Alexandre Paim comentando tudo que acontece. Vamos lá galera. Quem estiver perto do pc a hora é agora. Depois não vai ter mais nada.

Óh! O link se foi!

Graças a Deus acabou. Passei muito mal e estou com uma ressaca terrivel. Quem perdeu não vai ter outra chance como essa nunca mais. Não que tenha sido uma transmissão genial. O que faz o repórter bêbado ficar bom é sem dúvida a edição, e isso não é possivel de se fazer ao vivo. Mas para matar a curiosidade de vocês vou colocar uma conversa que eu tive com o Ronald Rios no msn durante o programa:

NO diz:
caralho ronald
NO diz:
me ajuda
NO diz:
to me humilhando
Ronald Rios diz:
ahhHAAH calma, calma. Relaxa.
Ronald Rios diz:
Vai no banheiro, volta e tenta não gritar nem cantar, pronto. Isso ja vai te ajudar.
NO diz:
ronald
NO diz:
me humilhei

Oscar 2008 ao vivo

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Feb 24 2008

Criatividade

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Geral

Eu gosto de pensar que eu sou um cara criativo. Não criativo do tipo que bola um comercial mongolóide para um refrigerante. Então a gostosa chega e beija ele na boca logo depois de dar um gole no refrigerante. Uau que fabuloso! Não. Acho que uma das coisas mais ridículas que existem é chamar de criativo alguém que passa um dia inteiro pensando em um slogan para uma nova marca de margarina. Quanto mais bizarra for a frase mais criativo foi o publicitário. Não.

Criatividade no meu ponto de vista é apenas o impulso de criar coisas. Dobrar um papel, cortar, desdobrar e ver um bando de bonequinhos de mãos dadas. Nada muito elaborado. Nenhuma qualidade essencial para o futuro homem de negócios. Criatividade não tem a ver com resolver problemas ou buscar novas saídas. Isso só mostra se você é inteligente ou uma mula. Criatividade não precisa ser útil. Eu por exemplo sempre gostei de fazer coisas eu mesmo Até as que eu poderia facilmente comprar em algum lugar, e funcionariam bem melhor inclusive. Fiz eu mesmo por uma questão de prazer.

Tudo isso pra dizer que eu comprei um bloco de argila e uns potes de tinta para modelar e pintar esta girafa aqui, que eu desenhei faz algum tempo:

girafa de chapeu

O resultado foi este:

girafa na mao

Nada genial. Só uma girafinha torta. Mas eu me diverti muito fazendo e mesmo que não contribua tanto para enfeitar o quarto quanto eu imaginei eu continuo me divertindo enquanto olho para ela.

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Feb 23 2008

Links

Published by Nigel Goodman under Geral

Ola amigos!

Descanso bom. Depois de um repórter bêbado o blog sempre acaba ficando um tempinho de ressaca para dar tempo de todos ouvirem. Já estou me preparando para gravar o próximo, e quem sabe role um spin off. Fiquem ligados.

Mas não era sobre isso que eu queria falar não. Queria agradecer às indicações que eu recebi do Marcus e da Ana, que falaram que meu blog é super e show de bola, respectivamente. Existia uma pequena imagem que eu deveria colocar no blog como se fosse um prêmio, mas na verdade é só uma foto tosca com o link de algum esperto. Vou colocar no lugar uma girafa de chapéu.

girafa de chapeu

Como manda a regra da brincadeira eu preciso indicar 5 pessoas agora para receber o prêmio.

Vai lá e se diverte enquanto eu penso em alguma coisa pra te surpreender quando você voltar.

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Feb 17 2008

Repórter Bêbado 03 parte 02

Published by Nigel Goodman under Repórter Bêbado

Chega de esperar. Podem correr para o fundo da página que a segunda parte da Terceira edição do repórter bêbado está no ar.

Para quem pegou o bonde andando, Repórter Bêbado é um podcast onde eu, Nigel Goodman, fico completamente bêbado e comento as notícias apresentadas por Ronald Rios, que assume o papel de ancora do informativo.

Este podcast contém linguajar de papagaio e não é aconselhável a crianças ou pessoas que se ofendam com facilidade.

  • Durante o podcast é citado o filme “O ano em que meus pais sairam de casa”. Como muitos vão perceber, este filme não existe. O nome correto do filme é: O ano em que meus pais sairam de férias.
  • O crítico de cinema barbudo se chama Rubens Ewald Filho. Em 1982 ele atuou em Amor estranho amor, o filme em que a Xuxa estupra o garotinho. E eu achando que ele nunca tinha feito nada importante.

 
icon for podpress  Repórter Bêbado 03 parte 02 [22:15m]: Play Now | Play in Popup | Download

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Feb 16 2008

Playsson Festival

Published by Nigel Goodman under Geral

Quem rir primeiro perde

AMANHA ROLA NA MATINE VIBE TEEN CATETE A FESTA DO ANO !!!

!!!!!!!!!!!!!!1a EDIÇÃO DO PLAYSSONS FESTIVAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

” SUPER SHOW COM BONDE DA STRONDA AO VIVO ”

” LANÇAMENTO DO CD - STRONDA STYLE 2008 ”

  • BONDE DA STRONDA
  • ELITE DA STRONDA
  • STRONDA STYLE
  • THUG LIFE

Omfg… Perdi

Creditos ao Rangel por me mostrar a notícia.

Aproveitar pra linkar este post do Causos e Cousas sobre o Repórter Bêbado e sobre o Ronald.

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Feb 12 2008

Repórter bêbado 03 - parte 01

Published by Nigel Goodman under Repórter Bêbado

Ninguém mais tinha esperanças, mas a coisa voltou com força. É isso mesmo que você está pensando: Repórter bêbado 3. Ronald Rios como sempre dirige o programa enquanto eu, Nigel Goodman, pego carona completamente bêbado. Mais bêbado do que nunca alias. Vocês pediram e o repórter bêbado voltou. E, para compensar por esse hiato gigante, fizemos uma edição gigante que teve que ser dividida em duas partes. A primeira você escuta agora, a segunda só semana que vem.

Edição ofensiva às mulheres, aos homossexuais e aos americanos. Nada contra, mas se eu não poupo nem a minha família que eu amo, eu não tenho que ficar pegando leve com mais ninguém.

 
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Feb 09 2008

Previsão do tempo

Published by Nigel Goodman under Tirinhas

Tive que diminuir a tirinha pra ela caber na página. Está dando para ler, mas quem quiser é só clicar para abrir a imagem em tamanho original.

previsão do tempo

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Feb 07 2008

Gambás

Published by Nigel Goodman under textos

Este é o terceiro post de uma série, mas eu duvido que vá fazer mais sentido pra quem ler os outros dois. De qualquer forma: Macacos e Codornas.

Doutor Fleury desde pequeno foi muito fresco. Lembro-me de uma viajem de fim de ano que fizemos juntos. Fomos de carro até o Paraguai. Que viagem incrível. Doutor Fleury vomitou apenas duas vezes durante o caminho. Mesmo sendo Fleury um personagem imaginário com quem converso, obriguei meu pai a parar para lavarmos o carro nas duas vezes.

Com tamanha quantidade de água utilizada levianamente, é desnecessário descrever os danos no estofamento. O cheiro era insuportável, tornando comum carros se descontrolarem durante suas tentativas de ultrapassagens. Os motoristas em questão simplesmente se perguntavam se valia, realmente, viver se sujeitando a tais odores.

Paramos certa tarde para nos tratarmos das seqüelas deixadas pelo cheiro forte ao qual fomos expostos por prolongado período de tempo. Cheiro que fizera inúmeros motoristas perderem suas vidas. Deixamos o carro próximo a uma lata de lixo para disfarçar. Não fui atendido. Meu pai falou que só trataria de nós dois, mas durante a minha consulta convenci o médico a tratar de Fleury, que implorava para que eu desse a ele meu lugar. Enquanto estávamos sendo atendidos nosso carro foi invadido sem que soubéssemos. Invadido pela pior espécie de ser vivo do planeta. Invadido por um Didelphis marsupialis. Infelizmente o estofado do carro cheirava igual a uma fêmea micurê no cio. O macho, devidamente excitado, invadiu o carro com a errônea idéia de que ia faturar uma quenga.

- Oh Deus! Vim aqui com o intuito de faturar uma quenga, e me deparei com um estofamento cheirando a sexo. – O micurê gesticulava e falava sozinho. Parecia desolado. – Estou aqui, atendendo o chamado da mãe natureza, vim aqui pronto para desempenhar o meu papel destinado, mas fui enganado. Por que Deus? Por que?

Deus não sabia responder aquela pergunta, logo não se manifestou para o pobre micurê, deixando ele vitima de sua própria excitação. Infeliz do leitor que imaginou que não se tratava de masturbação, pos foi esta a única saída encontrada pelo micurê.

Eu e Fleury vínhamos conversando. Contando piadas descontraídamente. Eu estava prestes a contar a clássica piada do pinto que não tinha uretra foi se masturbar e explodiu, quando avistei uma forma peluda em êxtase dentro do carro.

- Hei! O que é isso que você pensa que esta fazendo, seu pervertido? – Disse chocado ao me dar conta do que estava acontecendo.

- Olha aqui meu rapaz…

- Já olhei mais do que eu queria. Saia do meu carro

- Procure entender o que aconteceu. Foi tudo um mal entendido. Seu carro tem o cheiro de uma fêmea micurê no cio.

- Se o meu carro cheira ou não como uma fêmea no cio, o problema é meu. Não quero ninguém se masturbando aqui dentro. E pra falar a verdade eu nem sei o que é um micurê.

- Micurê é como é chamado o gambá nesta região. – Explicou Fleury, que até então estava calado, encantado com a cena que presenciava.

- Meu carro tem cheiro de gambá no cio?

- Aparentemente. – Dizia sem tirar os olhos do gambá

Fleury foi sempre muito fresco, mas neste dia ele se excedeu. Enquanto conversávamos o gambá se apressou e conseguiu atingir o orgasmo. Uma sensação mágica, inclusive para os marsupiais, tomou conta de seu corpo maciço. Ejaculou. Um jato certeiro acertou Fleury no rosto.

- AH! Fleury! Seu rosto! – Gritei, com nojo de ajudar meu amigo. Sentimento que perdura durante todo nosso relacionamento, ganhando força através do tempo. O nojo

- É isso que você consegue quando atrapalha o curso da natureza. – declarava o gambá, transparecendo felicidade por ter a sorte de acertar a face de seu inimigo com munição tão oportuna.

- Se eu fosse você eu matava esta criatura imunda Fleury.

- Não faça isso. Deixe-o ir. Ele fez o que tinha que ser feito afinal. – Fleury sorria. Seus olhos estavam vidrados. Ele procurava esconder as lagrimas de felicidade.

Ainda me lembro das interjeições de prazer daquela flor, que não lavou o rosto durante toda a viagem. Desde esse dia não viajo mais de carro com Fleury.

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Feb 05 2008

Avião de volta

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, textos

Estou de volta no Rio. Viagenzinha tranqüila de volta. Avião normal desta vez. Mil vezes melhor que o troço do exército que eu peguei para ir, o avião para voltar não fez a minha namorada achar que ia morrer. Uma melhora substancial.

Existe muita gente que morre de medo de voar de avião, muita gente que acha muito legal e a maioria que simplesmente voa de avião e não pensa muito sobre isso. Eu pessoalmente acho muito chato. Para o piloto deve até ser legal, mas para quem está sentado lá atrás fazendo nada é bastante tedioso.

Eu entrei, sentei no meu lugar, fiquei levemente irritado e perguntei para a minha namorada o que eu iria fazer. Ela não compartilha dessa minha visão deturpada das coisas, ficou levemente irritada e disse que aquilo era um avião para eu sentar e ficar quieto. A mulher manda, eu obedeço, mas nem fone de ouvido tinha no voo.

O avião é como se fosse um elevador gigantesco. As pessoas entram, a porta fecha e daí em diante você fica olhando para frente sério esperando a porta abrir. Mesmo que você esteja voando com algum conhecido não é tão simples assim conversar normalmente sabendo que as pessoas mais próximas provavelmente estão acompanhando a sua conversa. E é muito difícil aceitar quando você fala algo engraçado e alguma pessoa perto ri do nada.

Eu só tenho dois desejos quando o avião decola: Primeiro que ele não se transforme numa gigantesca bola de fogo e se espatife em algum lugar, e segundo eu desejo que nenhum desconhecido puxe conversa comigo. Nada contra os desconhecidos, já que todos os conhecidos já foram um algum dia, mas se o cara for um mala não tem pra onde fugir. Você tem um lugar marcado do ladinho de um imbecil, e por mais que você vá ao banheiro não tem como passar o voo inteiro lá dentro. Também me sinto muito mal em cortar uma conversa. Não sei. Não consigo falar algo como: “Muito interessante mesmo. Calma só um pouco que eu vou colocar esse fone de ouvidos aqui, reclinar a cadeira. Pronto. Eu não vou estar prestando mais atenção em você de agora em diante, mas se quiser continuar falando está ótimo por mim.” Não sou uma pessoa boazinha, mas não consigo ser gratuitamente escroto com alguém que estava tentando ser simpático. Felizmente o desconhecido na minha fileira parecia estar dopado a viagem inteira e eu não precisei me preocupar com isso.

Quando o avião pousou aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto pessoalmente, mas falaram que depois que muita gente andou morrendo por ai se tornou uma coisa normal. As pessoas aplaudiram o fato de não terem morrido no pouso. Sério mesmo. As vezes durante algumas apresentações de stand-up eu noto que algumas platéias aplaudem com mais facilidade que outras. Mas aplaudir porque não morreu já está começando a desvalorizar muito a coisa. Daqui a pouco vai ter gente aplaudindo até por do sol. Espera… Isso já tem. Se no mínimo fosse difícil para o sol se por, fosse algum tipo de esforço para o sol, mas é a única coisa que ele tem feito desde sempre.

Agora, só para terminar, alguém pode me explicar porque são proibidas pessoas armadas nos aviões? Me faz duvidar dos critérios que são utilizados para dar armas para as pessoas. Parabéns. De agora em diante você é apto a portar armas por ai. Menos em aviões. A gente confia que você não vai matar ninguém no dia a dia, mas sabe-se lá o que você vai fazer dentro de um avião com todo aquele tédio.

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