Archive for the 'backstage' Category

Jul 13 2008

Stand-up em São Paulo

Published by Nigel Goodman under backstage

Amigos paulistas, vou estar em São Paulo no outro fim de semana fazendo aquele bom e velho stand-up.  Então se você quiser me seguir pela cidade e acompanhar todos os meus shows, pra quando eu for famoso você dizer que se lembra de mim quando eu estava começando e era bem melhor, antes deu desistir e adotar um humor povão, é só seguir essa agenda ai em baixo.

  • Dia 18 (sexta-feira) 22:00 - IMPRORISO: Mr. Blues, Avenida São Gabriel, 558 - Itaim Bibi.
  • Dia 20 (domingo) 21:00 - CONFRARIA DA COMÉDIA: Mr. Blues, Avenida São Gabriel, 558 - Itaim Bibi
  • Dia 21 (segunda) 22:00 - COMÉDIA AO VIVO: Bar Ao Vivo, Rua Inhambú 229 - Moema
  • Dia 23 (quarta) 21:30 - COMÉDIA NA CARA: La Reina Restaurante, Avenida Heitor Penteado, 83 (quase esquina com a Dr. Arnaldo), Perdizes

Quem puder, aparece lá.

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Feb 29 2008

Riso de Janeiro e incentivos

Published by Nigel Goodman under backstage

Essa terça eu estive como convidado no Riso de Janeiro. Sensacional.
Para quem não sabe o Riso é um show de humor, com números que vão desde o stand-up até performances com bamboles. É apresentado pelo Marcio Libar e pelo Nizo Neto, que, além de ter me feito o convite para o show, foi um cara que sempre me incentivou desde a primeira vez que me viu.

Tudo isso pra dizer que aquela frase de que ninguém quer dar uma chance pra quem está começando não se aplica mais. Hoje em dia o que se vê é totalmente o oposto. Comediantes consagrados felizes em abrir um espaço para gente como eu, sem nenhuma experiência e bastante vontade. Sem dúvida nenhuma, se não fossem por eles, eu nunca teria subido em um palco até hoje. Para vocês terem uma idéia o Comédia em Pé, que é a autoridade no stand-up, me deixou subir no palco deles mesmo com nenhuma experiência.

O bom é que essa generosidade toda não afeta só a mim, ou quem está querendo uma chance. Isso tem sido melhor para o público, que agora está conhecendo comediantes incríveis que até pouco eram completos anônimos. No caso do Riso isso ainda se estende para fora do stand-up, com números que você não veria em lugar nenhum. O humor agradece.

Agora sobre a apresentação, foi muito legal. Fui o primeiro a ser chamado, e isso é uma pressãozinha a mais, já que a platéia ainda está esquentando e você precisa ter um pouco mais de calma. Tem todo um ritmo. Mas eu fiz tudo direitinho e as pessoas riram. O bom de vir antes é que você já está liberado e pode aproveitar o resto do show. O ruim é que dá muita vontade de voltar. Acaba tão rápido sabe.

Aqui vão algumas fotos:

nigel no riso de janeiro

No gringo eles tem os tijolos, no Rio a gente tem pedras portuguesas.

riso de janeiro final

Os Fulanos, Larissa Câmara, Nigel Goodman, Paulo Silvino, Marcio Libar e Nizo Neto

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Jan 15 2008

Stand-up, meu aniversário e tudo mais

Published by Nigel Goodman under Geral, backstage

Vou abrir meu coração com vocês aqui. Culpa do álcool.

Hoje fiz uma coisa que tinha algum tempo que eu não fazia. Fiz um show de stand-up. Primeira apresentação de 2008, depois de quase um mês sem subir no palco. A noite foi muito boa. Sai do palco satisfeito. Algumas coisas podiam ter sido melhores. Fiquei nervoso, coisa que tinha algum tempo que não acontecia, mas era um nervosismo bom. Estava nervoso porque tinha grandes expectativas para essa noite e queria corresponder a elas.

Para quem não sabe hoje é meu aniversário e eu tinha chamado todos os meus amigos para assistir ao show. Eu gosto de ter sucesso sempre, mas principalmente quando as pessoas que eu gosto estão na platéia. E eu não me contento com pouco. Fazer uma pessoa rir não é fácil, mas mesmo assim eu sempre quero que riam mais. É uma energia que eu não sei de onde sai. Uma vontade de me superar e acertar você em cheio na sua cadeira.

Ainda tem muito caminho pela frente. Muitas vezes eu saio insatisfeito. Sou bastante exigente comigo mesmo que chego até a ficar deprimido depois de uma apresentação ruim. Às vezes eu vou bem, mas sei que poderia ter sido melhor. Por isso eu sei que tem muito caminho pela frente ainda. Muita coisa para aprender até conseguir me agradar. Até conseguir fazer o show que eu quero fazer. Até conseguir fazer vocês rirem como eu quero que riam.

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Dec 22 2007

O empresário

Published by Nigel Goodman under backstage

Faz algum tempo eu fui conhecer o dono de um bar que queria colocar só shows de humor como entretenimento. É uma idéia que quando você escuta você sabe que é uma idéia legal, alguma coisa como os clubes de comédia americanos. Eu não tinha falado com o cara nem por telefone, mas quem já o conhecia só tinha elogios pro cara. Me falaram que ele também queria ajudar os humoristas a se apresentar fora do rio de janeiro, usando os contatos dele pra conseguir agendar shows por todo o Brasil. Na minha cabeça eu estava indo conhecer um George Shapiro.

Era a noite de estréia do lugar e ia rolar um show desse cara.

A coisa começou a desmoronar na minha cabeça quando eu coloquei um pé lá dentro. O lugar era escroto. Era tanta merda que não tem como falar de todas, mas só pra dar uma idéia: você entrava e dava de cara com uma pia na parede oposta. Somando um balcão você tinha o andar de baixo. Era tão escroto que uma vez algumas pessoas voltaram da porta. Também não tinha nada pra comer lá além de uma mesa de frios, ou seja, presunto e queijo enrolado. Um estabelecimento 5 estrelas.

O show do cara por sua vez combinava perfeitamente com o lugar. Adivinha só, era muito escroto também. Era uma mistura de piadas velhas e sem graça com constrangimento coletivo e uma pitada de vergonha alheia. Primeiro ele me obrigou a subir no palco e dublar uma música sertaneja que fala “quer, quer, quer, quer casar comigo?” como se eu estivesse pedindo a minha namorada em casamento. Insatisfeito por não ter conseguido irritar a minha namorada o suficiente ele resolveu fazer com que eu e um outro comediante carregássemos nossas namoradas em uma espécie de corrida. É claro que nada disso chega perto do que aconteceu depois. No ápice do show o cara (que de agora em diante será chamado de imbecil) some, entra um hino gay, e ele volta pulando, soltando a franga e interagindo com a platéia. Na parte interagindo com a platéia leia-se: fazendo movimentos pélvicos a centímetros do rosto do Ronald em uma simulação de estupro oral. Como o Ronald mesmo falou aquilo lá já tinha extrapolado qualquer limite aceitável em humor com homossexualismo e era apenas homossexualismo agora, ele e alguns amigos dele se apalpando no palco.

Depois do show eu nem me surpreendi, o cara era escroto por conta própria também. O lugar e o show só refletiam a personalidade dele. Sério. Uma das primeiras coisas que ele sugeriu que a gente poderia adicionar para melhorar o nosso show de stand-up foi colocar o Ronald de joelhos em cima de um tênis para fingir que era um anão. Tirando o fato de que isso simplesmente foge completamente do conceito de stand-up comedy, acho que nada no mundo ficaria melhor adicionando um quadro com alguém ajoelhado se fingindo de anão.

Por um pouco mais de 1 mês o ponto cômicos se apresentou lá e eu tive a oportunidade de conviver com esse gênio do humor que aquele imbecil era. Acho que não houve nenhum dia que ele não tivesse feito alguma coisa que fosse digna de ser relembrada em uma roda de amigos. Uma vez ele escovou os dentes na pia da entrada, com a casa aberta e as pessoas conversando. Ele falava com quem estava se apresentando, interrompendo o texto, atrapalhava as piadas. Ele atrapalhava tanto que ele chegou até a desligar todas as luzes durante uma das nossas apresentações.

Não consigo acreditar que alguém pode ser tão escroto assim. Não acredito que ele era um imbecil, ninguém pode ser tão retardado, mas sim um comediante genial que sabia exatamente o que estava fazendo. Ele estava tentando confundir a todos, o público, os comediantes, os funcionários, todos. Eu sinceramente acredito que não conheci o George Shapiro, mas sim o Andy Kaufman.

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