Archive for the 'Dr. Fleury' Category

Feb 07 2008

Gambás

Published by Nigel Goodman under Dr. Fleury

Este é o terceiro post de uma série, mas eu duvido que vá fazer mais sentido pra quem ler os outros dois. De qualquer forma: Macacos e Codornas.

Doutor Fleury desde pequeno foi muito fresco. Lembro-me de uma viajem de fim de ano que fizemos juntos. Fomos de carro até o Paraguai. Que viagem incrível. Doutor Fleury vomitou apenas duas vezes durante o caminho. Mesmo sendo Fleury um personagem imaginário com quem converso, obriguei meu pai a parar para lavarmos o carro nas duas vezes.

Com tamanha quantidade de água utilizada levianamente, é desnecessário descrever os danos no estofamento. O cheiro era insuportável, tornando comum carros se descontrolarem durante suas tentativas de ultrapassagens. Os motoristas em questão simplesmente se perguntavam se valia, realmente, viver se sujeitando a tais odores.

Paramos certa tarde para nos tratarmos das seqüelas deixadas pelo cheiro forte ao qual fomos expostos por prolongado período de tempo. Cheiro que fizera inúmeros motoristas perderem suas vidas. Deixamos o carro próximo a uma lata de lixo para disfarçar. Não fui atendido. Meu pai falou que só trataria de nós dois, mas durante a minha consulta convenci o médico a tratar de Fleury, que implorava para que eu desse a ele meu lugar. Enquanto estávamos sendo atendidos nosso carro foi invadido sem que soubéssemos. Invadido pela pior espécie de ser vivo do planeta. Invadido por um Didelphis marsupialis. Infelizmente o estofado do carro cheirava igual a uma fêmea micurê no cio. O macho, devidamente excitado, invadiu o carro com a errônea idéia de que ia faturar uma quenga.

- Oh Deus! Vim aqui com o intuito de faturar uma quenga, e me deparei com um estofamento cheirando a sexo. – O micurê gesticulava e falava sozinho. Parecia desolado. – Estou aqui, atendendo o chamado da mãe natureza, vim aqui pronto para desempenhar o meu papel destinado, mas fui enganado. Por que Deus? Por que?

Deus não sabia responder aquela pergunta, logo não se manifestou para o pobre micurê, deixando ele vitima de sua própria excitação. Infeliz do leitor que imaginou que não se tratava de masturbação, pos foi esta a única saída encontrada pelo micurê.

Eu e Fleury vínhamos conversando. Contando piadas descontraídamente. Eu estava prestes a contar a clássica piada do pinto que não tinha uretra foi se masturbar e explodiu, quando avistei uma forma peluda em êxtase dentro do carro.

- Hei! O que é isso que você pensa que esta fazendo, seu pervertido? – Disse chocado ao me dar conta do que estava acontecendo.

- Olha aqui meu rapaz…

- Já olhei mais do que eu queria. Saia do meu carro

- Procure entender o que aconteceu. Foi tudo um mal entendido. Seu carro tem o cheiro de uma fêmea micurê no cio.

- Se o meu carro cheira ou não como uma fêmea no cio, o problema é meu. Não quero ninguém se masturbando aqui dentro. E pra falar a verdade eu nem sei o que é um micurê.

- Micurê é como é chamado o gambá nesta região. – Explicou Fleury, que até então estava calado, encantado com a cena que presenciava.

- Meu carro tem cheiro de gambá no cio?

- Aparentemente. – Dizia sem tirar os olhos do gambá

Fleury foi sempre muito fresco, mas neste dia ele se excedeu. Enquanto conversávamos o gambá se apressou e conseguiu atingir o orgasmo. Uma sensação mágica, inclusive para os marsupiais, tomou conta de seu corpo maciço. Ejaculou. Um jato certeiro acertou Fleury no rosto.

- AH! Fleury! Seu rosto! – Gritei, com nojo de ajudar meu amigo. Sentimento que perdura durante todo nosso relacionamento, ganhando força através do tempo. O nojo

- É isso que você consegue quando atrapalha o curso da natureza. – declarava o gambá, transparecendo felicidade por ter a sorte de acertar a face de seu inimigo com munição tão oportuna.

- Se eu fosse você eu matava esta criatura imunda Fleury.

- Não faça isso. Deixe-o ir. Ele fez o que tinha que ser feito afinal. – Fleury sorria. Seus olhos estavam vidrados. Ele procurava esconder as lagrimas de felicidade.

Ainda me lembro das interjeições de prazer daquela flor, que não lavou o rosto durante toda a viagem. Desde esse dia não viajo mais de carro com Fleury.

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Jan 02 2008

Codornas

Published by Nigel Goodman under Dr. Fleury

Oh! As codornas! Animais mágicos que cagam ovos pequenininhos e deliciosos.Sagradas aves especializadas em couverts. O que seria do mundo sem seus delicados ovos. Jóias orgânicas vindas de uma bunda quente e cheia de penas. Ovos de luxo, vindos de bundas de luxo. Bundas que incitam a masturbação de codornas macho, excitadas pela penugem traseira de codornas fêmea.

Duas codornas. A fêmea era formosa, no auge de sua sexualidade. Era inevitavelmente mestra em sedução, inspirava desejo, incitava a masturbação. Enquanto o macho, passaro gordo desajeitado, possuía as asas gastas, fruto de masturbação constante. Pequenos animais que se encontraram sob os olhos imprudentes do acaso.
- Seu passaro gordo e feio, como você se masturba tanto? – perguntou a fêmea horrorizada pelas feridas pustulentas em suas asas.
- Ora, eu não tenho mãos. Preciso espremer meu mastro sexual entre minhas curtas asas. – Se fosse possível para um passaro ficar envergonhado, estaria evidente no rubor do seu rosto. Felizmente este não era o caso das aves, o que deixava o rapaz emular confiança ao falar. – Fomos os primeiros a desenvolver esta técnica. Nós codornas somos as únicas aves especializadas em bronha.
- Mas eu queria saber como você consegue se masturbar, já que codornas não tem pinto.
- Mas é claro que eu tenho pinto. E ele é dos grandes!
- Claro que você não tem pinto. Mostra ele pra mim então vai.
- Ele esta aqui de baixo da penugem da minha barriga. – Ele tenta abrir caminho parar que a fêmea possa visualizar seu membro viril, e quem sabe se interessar. Infelizmente sua tentativa resulta em fracasso. – Po, ele esta aqui em algum lugar.
A codorna fêmea ri com malicia. Tenta por mais uma vez ver o pênis do rapaz, mas acaba desistindo.
- E tem mais. Como você pode ter um pênis se eu nem boceta tenho?
- Mas eu to te falando que eu tenho um pênis.
- Todos sabem que as aves se reproduzem de mãos dadas como nas historias da turma da Mônica. Nós ficamos juntos por algum tempo e quando percebemos já tem um ovo rachando. É mais mágico que os ovos que eu coloco.
- Mas eu tenho pinto sim bolas! Eu tenho! Eu tenho!
Esta discussão poderia continuar para sempre, felizmente Dr. Fleury estava presente para desmascarar o macho mentiroso.
- Seu mentiroso, apenas pato, ganso, marreco, ema e avestruz possuem pênis. Você não tem bilau.
Vertido em lagrimas o macho abaixou a cabeça, humilhado. Dr. Fleury sabia a verdade sobre sua masturbação.
- Seus órgãos reprodutores ficam na bunda, próximos ao anus. Você se masturba esfregando a bundinha. – Um sorriso de satisfação emergia no rosto de Fleury. Ele havia desmascarado a ave falaciosa e tinha agora a sensação de quem cumpriu o seu dever mais uma vez.

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Jan 01 2008

Macacos

Published by Nigel Goodman under Dr. Fleury

Alo galera. Como vão vocês? Eu vou bem obrigado. O que você tem feito? Eu tenho feito o mesmo de sempre. O que eu vou fazer hoje? Bem acho que vou postar sobre masturbação de macacos.

Era uma manhã chuvosa de março. Lembrei-me de uma famosa canção, expoente da bossa nova. Sentei-me e cortei um pão. Aquele pão quente que acabara de sair do forno. Geléia sendo espalhada pelo miolo macio e cheiroso. Uma cena quase sexual. Um macaco se masturbando em cima da mesa seria algo mais que normal.

Toda tarde eu falo com o veterinário imaginário Fleury.
- Doutor Fleury, por que os macacos se masturbam tanto?
- Quem falou que eles fazem isso mais que o normal? – Me respondeu o heróico doutor Fleury.
- Bolas, quantas vezes seria o normal então?
- Depende muito.
- Dá pra responder direito retardado? – Perguntei um pouco incomodado com sua resposta anterior.
- Eu me masturbo oito vezes por dia e acho isso normal. Só não me masturbo nos dias que faço sexo com macacos.
E assim acabou a carreira de doutor Fleury, o gênio do bisturi.

No próximo post, se vocês gostarem deste, falarei sobre a masturbação das codornas e porque nós comemos seus ovos.

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