Archive for the 'Fernando e Fábio' Category

Oct 30 2009

Fernando e Fábio – Posto de Gasolina

Published by Nigel Goodman under Fernando e Fábio

Já haviam se passado duas horas desde que Fernando e Fábio mataram os policiais.

- Quanto tempo falta para a gente chegar? – Já era a milésima vez que Fernando perguntava isso.

- Falta pouco.

De repente passou pela cabeça de Fernando que ele não fazia a menor idéia de para onde eles estavam indo.

- Para onde a gente está indo, Fábio?

- Hum… Para uma festa no interior. Vai ter show de rock.

- Nunca fui em um show de rock.

Fernando sentou no banco de trás e ficou quieto por mais alguns minutos.

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Oct 12 2009

Fernando e Fábio – Policiais na Estrada

Published by Nigel Goodman under Fernando e Fábio

Fernando e Fábio estavam dirigindo há horas. Na realidade quem estava dirigindo era Fábio. Fernando era uma criança e não podia dirigir.

Fernando chegou a tentar dirigir. No meio do caminho mandou Fábio, seu segurança, encostar o carro que ele iria dirigir.

O menino deu partida no carro e pisou no acelerador. Para sua surpresa, apesar de fazer bastante barulho o carro não se mexeu.

- Ok, acho que essa merda de carro quebrou. Eu estou acelerando. Qual o problema desta porcaria.

O carro urrava enquanto Fernando falava.

- Você não engatou a marcha.

- Não entendo nada de marcha. Mas eu acelerei. Era para o carro andar.

- Não, você precisa engatar a marcha.

- Como eu faço isso?

- Pisa na embreagem e engata a primeira.

Fernando engatou a primeira e o carro morreu.

- Olha só pra isso. Agora ele quebrou.

- Você deixou o carro morrer.

- Esse carro é idiota. Onde já se viu um carro que você acelera e não anda. Porque alguém ia querer um carro idiota desses?

Fernando estava realmente aborrecido. Desceu do carro e enquanto caminhava para o banco de trás um policial parou ao seu lado.

- Você estava dirigindo esse carro garoto?

- Você viu esse carro andando?

- Não eu só vi o carro parado, mas vi que você estava sentado no lugar do motorista.

- É crime sentar no lugar do motorista?

- Não, mas…

- Então vai tomar no cu.

- Você está me mandando tomar no cu? Você está maluco garoto? Você quer ser preso?

- Eu não posso ser preso porque eu sou menor. Não sei se você está reparando aí de dentro dessa sua cabeça retardada, olhando por esses seus olhinhos espremidos de policial retardado, mas eu sou menor.

Fábio resolveu descer do carro. Não estava muito certo do que deveria fazer, mas pensou que se Fernando fosse preso provavelmente ele não receberia salário nenhum no fim do mês.

- Oi senhor policial. Algum problema?

- Seu filho acabou de desacatar uma autoridade.

- Autoridade meu pequeno caralho infantil.

Fábio deu uma risada da situação. Se fosse ele que tivesse dito aquilo teria levado um soco na boca do estômago, mas como havia sido uma criancinha o policial estava confuso.

- Olha senhor, ele é só uma criança…

Fernando voltou para o carro.

- Ele voltou para o carro já. Ele não estava dirigindo nem nada. Eu que estava dirigindo. Chamei ele lá para a frente para mostrar um negócio no GPS para ele.

- Você quer me dizer que esse garoto que passa o dia inteiro na internet se interessou em parar no meio da estrada para ver um GPS? O que poderia interessar ele em um GPS?

Fábio abriu o vidro do carro.

- Ele queria ver um negócio no mapa – disse Fábio.

- Senhor, eu tenho razões para acreditar que você estava molestando esse menino. Isso explicaria a agressividade e todo o resto.

- Fábio, o que é molestando?

- Ele quis dizer que eu fiz sexo com você.

- Você disse o que? Quem era o ativo e quem era o passivo? – Perguntou ao Policial.

- Você era o passivo menino.

- Eu era o passivo o caralho. Fernando diz pra ele que eu não era o passivo.

- A gente não estava fazendo sexo. O menino estava tentando dirigir.

- Ah, então você estava tentando dirigir. – O policial disse satisfeito, como se desvendasse um grande mistério da literatura policial.

Fernando ficou visivelmente chateado com a satisfação do policial.

- Rapaz, você sabe que não pode ensinar uma criança a dirigir.

- Eu não estava ensinado. Ele estava tentando aprender sozinho.

Nesse momento o outro policial, que tinha passado o tempo todo sentado dentro da viatura, resolveu sair e se juntar à confusão.

- O que é que está acontecendo Lúcio?

Os policiais conversaram um pouco. Lúcio gesticulava e apontava o carro e os rapazes enquanto contava o que tinha acontecido até ali.

Foi nesse momento que Fernando deu um tiro em direção aos policiais matando o outro e fazendo com que Lúcio se virasse e alcançasse sua arma.

- Pode parar com essa putaria se não eu atiro de novo.

De qualquer forma Fernando atirou de novo. Ele tinha falado por falar só, para dar mais emoção.

Atirar não é fácil, ainda mais para uma criança tão nova, mas aposto que se ele estivesse brincando com seu primo escondido e encontrasse a arma do pai, que estava descarregada, com exceção de uma única bala esquecida no cano, e acabasse matando o primo com um tiro certeiro no coração, ninguém questionaria nada. Fernando matou dois policias com dois tiros.

A estrada estava deserta e provavelmente ninguém nunca encontraria os dois. Fábio sabia disso e apenas voltou para o carro sem falar nada. Ou talvez ele tenha dito alguma coisa, mas não foi tão espirituoso quanto o momento pedia. Alguma coisa sobre ter sua arma de volta. Foi Fernando que arrematou tudo com seu comentário:

- Foda-se essa merda. Quanto tempo falta para a gente chegar?

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Aug 12 2009

Fernando e Fábio – O Início

Published by Nigel Goodman under Fernando e Fábio

Fernando sempre teve uma vida normal. Um pouco acima da média, diga-se de passagem, mas não tão acima da média assim.

Fernando vivia em uma casa de classe média alta, bem alta na verdade, mas não tão alta que não consiga passar em portas ou conseguir uma namorada. Nesta casa viviam Fernando e sua Mãe. O pai de Fernando morreu enquanto este era apenas uma criança e Fernando foi criado por sua mãe, Ana Luiza.

Ana Luiza nunca teve muito jeito para criar seu filho, uma criança de sete anos completamente estragada. O garoto foi completamente mimado e nunca precisou fazer nada pra conseguir alguma coisa. Nunca abriu um livro, só assiste televisão e passa as madrugadas na internet. Fernando tem um segurança particular que lhe acompanha até a escola nos dias que ele acorda para ir a aula.

Fernando estuda em uma péssima escola particular administrada por membros de uma religião muito famosa. Como os cheques entram em dia Fernando nunca teve problema com as faltas ou atrasos, e como a ideia de uma instituição de ensino controlada por uma religião é a coisa mais ridícula que alguém já conseguiu ficar rico pondo em prática, Fernando tem conseguido passar de ano no ritmo normal.

Fernando é um garoto gordinho, o que nesta idade significa que é mais forte que toda a sua turma. Não tem nenhum amigo de verdade, mas algumas crianças o seguem por estatus ou proteção. Fernando é um pequeno sociopata.

Como foi dito antes, o pai de Fernando havia morrido, mas seu testamento só foi encontrado agora.

No seu testamento Ademastor havia deixado metade de sua fortuna para Fernando. Ana Luiza não ficou nem um pouco feliz em saber que grande parte de sua fortuna agora seria passada para o nome de seu filho. Ana Luiza tentou esconder este testamento, mas Rose a empregada descobriu que Seu Ademastor havia lhe deixado um velho aparelho de dvd. Rose contratou um advogado e foi atrás de seus direitos, e isso acabou fazendo com que fosse determinada a abertura de uma conta especial em nome de Fernando.

Fernando agora tinha R$ 2,1 milhões no banco, mas como ele tem apenas 7 anos a conta ficou sendo administrada por sua mãe.

Ficou sendo administrada por Ana Luiza, mas só até Fernando descobrir que era milionário e não sabia.

- Mãe, quero meu dinheiro

- Meu filho, esse dinheiro vai ficar em uma poupança até você se formar e sair aqui de casa.

- Você está louca? Eu tenho R$ 2,1 milhões, eu nunca mais vou aprender nada novo, você está entendendo? Eu não vou trabalhar nem estudar nem fazer nada que eu não queira.

- Não. Chega! Você não pode só fazer o que quer. – Ana Luiza percebeu que o menino estava apenas refletindo a educação que ela havia lhe dado. Nunca lhe cobrou nada, sempre fez suas vontades… Era óbvio que surgindo a oportunidade ele se tornaria um encostado para o resto da vida.

- Como é que é? Eu quero meu dinheiro agora.

- Fábio – Fernando se virou para seu segurança que estava assistindo à cena -, quanto esta vagabunda está te pagando pra cuidar de mim?

- R$ 1,5 mil por mês.

- Quer trabalhar pra mim? Eu dobro o teu salário.

- Feito.

- Você só precisa dar uma surra nessa vagabunda.

Fábio arregaçou as mangas de seu terno e caminhou em direção a Ana Luiza. A mulher não estava acreditando. Fábio se moveu rapidamente e socou forte o rosto da mulher. O punho de Fábio era largo, sua mão era pesada e os nós em seus dedos eram particularmente pronunciados. Fábio nunca teve nada contra sua ex patroa, mas socava sua cara com gosto. A mulher já estava inconsciente, mas Fábio a segurava pelo cabelo e erguia sua cabeça com a mão esquerda enquanto golpeava com a direita. Quando sentiu que havia amolecido alguns dentes de Ana Luiza resolveu parar.

Ana Luiza acordou cerca de 20 minutos depois, seu rosto estava inchado e alguns de seus dentes estavam soltos.

- Qual é a senha da minha conta, mãe?

Ana Luiza disse o número.

Fernando e Fábio deixaram aquela casa para nunca mais voltar. Fernando não tinha mais o que fazer ali. Ele agora era um jovem milionário e com Fábio do seu lado nada poderia detê-lo.

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