Archive for the 'Dia a dia' Category

May 26 2008

Herói

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

Eu sei que muitos de vocês estão cagando para o que eu fiz no final de semana, mas eu vou contar mesmo assim. Talvez vocês tenham tido finais de semana incríveis, mas vai ser difícil alguém me barrar desta vez. Não quero ficar me achando nem nada, mas eu salvei a vida de uma indefesa criança e por isso de agora em diante eu me considero um herói, também.

Salvei a vida de uma criança! Sabe, aposto que se eu estivesse em São Paulo aquele dia eu pegava a Isabella no ar. Só não decidi ainda se eu sou um herói ou um anjo. To zuando, sou um herói mesmo.

Agora chega de falar de mim e vamos falar do que realmente aconteceu no dia que eu salvei uma criança e virei o maior herói nacional brasileiro. Tá, eu estou começando a exagerar, mas quem salvou uma criança pode exagerar. Sendo assim eu vou enfeitar toda a história.

Primeiramente preciso começar com o básico. Onde eu estava? Bom, eu estava em búzios, mais especificamente na praia de Geribá. Estava correndo com a minha namorada. Muitos que me vissem ali pensariam que se tratava de apenas mais um gordinho, mas muito carismático, fazendo exercício, tentando perder a barriga de chopp, mas não era nada disso. Eu estava fazendo a minha ronda matinal. Estava vasculhando a praia atrás de alguém em perigo. Eu sei, é um trabalho duro, cuidar dos outros enquanto eles se divertem, sem nem ao menos ser reconhecido por isso, mas esse é o meu dever. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades, é verdade. E lá estava eu, fazendo a minha ronda.

Ia de um lado ao outro esperando um sinal, até que eu pressenti o perigo. Provavelmente fora o meu sexto sentido, como dizia o Shiryu: A intuição. Naquele momento eu soube que eu precisava alugar um kayak e, como quem fingisse que ia se divertir pegando ondas, eu deveria, na realidade, salvar a vida de uma criança. Na época que eu fazia aulas de kayak no Rio de Janeiro, eu não desconfiava que o destino me reservava um momento de provação, um BATISMO DE FOGO! Era a ultima provação antes do universo me consagrar herói.

Eu entrei com o kayak na água decidido. Meu olhar era sério. O vento balançava os meus cabelos e me lançava em direção ao meu destino, e eu seguia resignado. Pulei sobre o barco, finquei meus pés e dei as primeiras remadas. Nesse momento eu não virei. Segui remando. Era um momento sério, eu não sorria, eu não desviava a minha atenção. Nada ia me fazer perder aquela criança. Nada! Remei mais um pouco enfrentando a fúria do elemento que me circulava e foi então que ouvi os gritos:

- Moço, moço, moço! Moço me ajuda! Salva meu filho! Moço, salva meu filho! Pelo amor de Deus, moço!

Essa era a hora. O momento do trinfo. Cheguei glorioso sobre o kayak. A luz refletia nos meus cabelos castanhos e meu olhar míope me dava o charme que faltava. Jogue a criança sobre a embarcação, mulher, que eu a salvarei. Eu a salvarei! E a mãe desesperada me obedeceu, depositando suas ultimas esperanças em mim. E eu não podia falhar. Eu puxei o barco nadando contra a corrente que nos empurrava em direção às pedras e À MORTE. Eu nadei o mais rápido que pude até meus pés tocarem o chão e então puxei o barco até a areia, ou até a glória, como alguns diriam.

Mas e a mãe do moleque? Sei lá da mãe do moleque. Acho que um outro cara salvou ela… O Moe.

11 responses so far

May 20 2008

Se eu pudesse voltar no tempo…

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

Outro dia eu estava pensando que, se eu pudesse enviar a minha consciência de volta no tempo para, então, poder reviver alguns momentos da minha vida, eu inevitavelmente não conseguiria reproduzi-los igual e assim alteraria a linha do tempo e estragaria o meu presente. Sabe aquele papo de paradoxo e tudo mais? Então, estava pensando sobre isso. Pensei que se eu voltasse no tempo para o dia que eu conheci a minha namorada, como eu já saberia de antemão que ela viria a namorar comigo, eu agiria de forma diferente, sem falar que eu já teria alguma intimidade com ela, o que seria estranho, já que seria a primeira vez que ela estaria me vendo, e assim sendo, ela acabaria não gostando de mim e não namorando comigo.

Ai outro dia eu sai com ela pra tomar uns chopps e comer alguma comida mexicana e resolvi puxar esse assunto:

- Amor, se eu pudesse voltar no tempo a gente não estaria namorando agora.

Pela cara que ela fez eu tive certeza que não escolhi o jeito certo de começar a conversa.

16 responses so far

May 01 2008

Assalto no engarrafamento

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, textos

Hoje eu passei 1h30min engarrafado em uma rua. 30min desse tempo eu passei em um quarteirão só. Planejamento de trânsito? Que porra é essa? Neste quarteirão em que passei 30 minutos eu passei por momentos de tensão.

MOMENTOS DE TENSÃO! Entra uma música tensa agora.

Estava com a minha namorada e o irmão dela no carro quando de repente meus olhos cariocas bem treinados avistam uma arma de fogo. Levem as mãos à boca leitores. O momento para isso é agora. Eu avistei o meliante a incríveis… 5 metros? Qual a distância do seu carro para o carro da frente? Vou chutar 5 metros. E a arma estava lá. Na mão de um bandido! Eu fiquei com medo, mas ligeiramente tranqüilo por ter avistado a arma com tanta antecedência. 5 metros em uma cidade onde elas costumam aparecer a 20 centímetros da tua cara é muita coisa.

Mas o ladrão estava lá com arma empunhada forçando a maçaneta da porta do motorista e eu assistindo tudo isso do carro de trás. Também não tinha muita escolha. Meia hora de engarrafamento para trás, 1 hora para frente e 10 minutos até a primeira transversal, que também estava devidamente engarrafada. Não tinha o que fazer. Era sentar ali e rezar para que o cara metesse um tiro na cara do motorista da frente. Não que eu seja espírito de porco, mas é que as probabilidades dele resolver assaltar o meu carro depois de ter disparado um tiro no meio da rua diminuem. Pelo menos se eu atirasse na cara de alguém eu pegaria o que desse pra pegar e sairia correndo satisfeito.

O bandido continuava balançando a arma na frente do vidro e mandando o motorista abaixá-lo, mas o motorista simplesmente não estava afim de ser assaltado naquela hora e não deu bola para o assaltante. Devia ser aquele tipo de gente que liga o ar-condicionado no máximo e não aceita abrir a janela por nada, você que traga um casaco e você que assalte outro carro, eu dirijo no ar-condicionado. Mas então o cara não abaixou o vidro. Sabem o que foi que o bandido fez? Guardou a arma e saiu andando tranqüilamente e desapareceu. Não tentou nem assaltar outro cara nem nada.

Ele havia se exposto. Mas não do jeito que vocês estão pensando. Ele se expôs porque sacudiu uma arma no meio de uma rua entupida de carros, chamando a atenção de todos ao seu redor. Não. Ele se expôs porque naquele breve momento toda a sua fragilidade estava exposta ao mundo. Ele estava ali de coração aberto pedindo para que um homem abaixasse seu vidro. Dava pra ver toda a infância problemática, os abusos, a passagem pelo Padre Severino, o uso de drogas, tudo. Ele havia sido mais uma vez rejeitado. Toda a sua vida simbolizada em um vidro que não quer descer.

O vidro não desceu e ele tinha uma arma. Quão devastador será isso para uma simples auto-estima marginal? Porque se você não consegue fazer alguém encurralado em um engarrafamento abaixar um vidro com uma arma de fogo você não consegue mais nada. O motorista do carro da frente olhou nos olhos da morte e não desviou o olhar. Nesse mundinho microscópico globalizado e degradado ainda existe espaço para gente com fibra de herói. Viva o motorista valente.

18 responses so far

Apr 29 2008

A locação

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

Fui alugar um filme hoje e pra variar a balconista não conseguiu me achar no sistema, mas isso podia ser facilmente resolvido.

- Você sabe o CPF do titular?

Sabe quando parece que o tempo para de tão rápido que a sua cabeça está raciocinando pra se convencer que aquilo realmente está acontecendo. Acho que entrei em coma por alguns instantes e então respondi:

-Não.

E ela me olhou com cara de desapontada. A mesma cara que as pessoas fazem quando perdem na loteria. E na loteria só usam 6 números.

2 responses so far

Mar 13 2008

Alistamento militar

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, textos

Esses dias eu me lembrei que eu ainda não busquei meu comprovante de reservista. Já fiz tudo que eu tinha que fazer. Já até paguei a taxa. Só falta ir lá buscar, realmente. Eu já tentei fazer isso uma vez há 4 anos, mas como eu não consegui eu me desmotivei.

Para as mulheres que não estão entendendo nada, eu estou falando de um papel relacionado ao alistamento militar. As mulheres podem fazer todos os trabalhos que os homens fazem, mas elas ainda não passam uma tarde inteira em pé no sol esperando pra ver se o saco vai inchar. Acho que isso nos dá o direito de mijar pra fora do vaso de vez em quando.

Eu já tentei entrar para o exercito e não consegui. Fiz a prova para a EsPCEx, mas não passei. Mas ai é que está, eu queria entrar nessa época. No alistamento eles te obrigam a entrar no exército e não importa os seus outros planos. Morrer pela pátria. É um ato de nobreza, colocar os outros acima da própria vida, mas se você não for uma pessoa nobre você vai do mesmo jeito.

Quando você chega no alistamento a primeira coisa que eles fazem é colocar você em uma fila. Depois que todos estão em fila alguém vem e grita algumas informações. Isso são duas das 3 especialidades dos militares: formar filas e gritar. A terceira especialidade é marchar, mas eles só levam a fila para o pátio interno algumas horas depois. Quando você chega no pátio interno você continua parado mais algumas horas esperando alguma coisa acontecer. Enquanto isso você vê vários soldados correndo em filas, sempre gritando alguma coisa.

Depois de aproximadamente 3h esperando em pé finalmente o alistamento começa. A primeira coisa é o exame dentário. As pessoas vão uma a uma até um militar disfarçado de dentista e mostram a boca, ele olha rapidamente e a pessoa então passa a formar uma nova fila alguns metros mais para lá. O propósito é ver se você tem uma quantidade certa de dentes, de forma que não influenciem a estética ou a mastigação. Depois que todos passam pelo dentista, e algumas pessoas de aparência bizarra são destacadas do grupo, existe um intervalo de mais uma hora.

Agora, um militar mais graduado se aproxima da fila com uma prancheta. Ele grita mais algumas informações e em seguida (leia mais meia hora) grupos de aproximadamente 20 pessoas subiam para o exame médico.

O exame médico é a pérola do alistamento. Todos juntos em uma sala. Fiquem só de cueca, e quem não estiver usando cueca pode ficar de calça, como fez um sujeito de calça jeans.
Fica a dica para as próximas gerações: combinem todos de ir sem cueca. Muito mais agradável. Com todos de cueca o militar fantasiado de médico começa a passar de um por um pedindo para que as pessoas abram os braços, fechem os braços, toquem no chão e levantem e assoprem. Levantem e assoprem? Abaixar a cueca, segurar o pênis elevado, tapar a boca com a outra mão e assoprar com força para ver se o saco não incha. Aparentemente pessoas que inflam seus órgãos reprodutores não podem virar heróis.

Mas quando chegou na minha vez de inflar o saco algo diferente aconteceu. Quantos graus você tem. Isso se referindo aos meus óculos. Tenho 3,75. Depois que eu disse isso o médico praguejou e invés de me mandar assoprar me mandou para uma outra sala.

Vou resumir esta parte. Me mandaram esperar em baixo de uma arvore com outras pessoas que tinham sido liberadas por invalidez. Se teu saco incha ou você usa óculos, você é inválido para o exercito e gente inválida não serve pra tomar tiro na cara. Esperei por 1 hora para receber um cartão carimbado. Depois disso esperei por todos os outros que estavam fazendo o alistamento, mesmo eu já tendo feito tudo que eu devia fazer. Depois que todos estavam lá fora um militar se aproxima gritando e manda formar nova fila. Meia hora na fila alguém descobre que lá na frente as pessoas estão tirando identidade. Mas eu já tenho identidade. A fila era só para quem não tinha identidade, mas por via das dúvidas os militares acharam melhor colocar todos na fila, até que por conta própria a gente descobrisse que a fila era inútil.

Vou terminar aqui, e olha que eu teria mais coisas para contar.

15 responses so far

Mar 10 2008

Namorada vidente

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

Minha mulher prevê o futuro. Vocês não tem noção. Eu namoro uma garota meio mutante, sei lá. No início ela não previa o futuro, mas ela conseguia ler a minha mente de certa forma. Eu tentava pegar um segundo pedaço de bolo e ela olhava pra mim e dizia: “Você não está mais com fome!”

Mas deixa eu ir logo para a parte de prever o futuro. Cara eu não acreditava nessa coisa de intuição. Nem mesmo com o Shiryu tendo falado sobre isso eu acreditei. Eu não acreditava até esse final de semana. Estava vende Lost com a Clara quando ela comentou que queria comer cachorro quente. OK, cachorro quente, guardem isso. Continuamos de bobeira a tarde toda e mais tarde fomos para a casa dela. Agora escuta isso: Quando a gente chegou lá tinha cachorro quente pronto.

Vocês devem estar pensando que eu sou retardado e que isso não é nada de mais, né? Mas não foi só isso. Enquanto a gente estava indo pra casa dela, ela disse que estava com vontade de ter um gato, e ficou contando do gato que ela teve. Ai, na hora que a gente estava sentado, comendo cachorro quente, chegou o irmão dela na sala e pegou atrás do sofá um gatinho. Sério mesmo, eu estou boladão até agora.

9 responses so far

Feb 24 2008

Criatividade

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Geral

Eu gosto de pensar que eu sou um cara criativo. Não criativo do tipo que bola um comercial mongolóide para um refrigerante. Então a gostosa chega e beija ele na boca logo depois de dar um gole no refrigerante. Uau que fabuloso! Não. Acho que uma das coisas mais ridículas que existem é chamar de criativo alguém que passa um dia inteiro pensando em um slogan para uma nova marca de margarina. Quanto mais bizarra for a frase mais criativo foi o publicitário. Não.

Criatividade no meu ponto de vista é apenas o impulso de criar coisas. Dobrar um papel, cortar, desdobrar e ver um bando de bonequinhos de mãos dadas. Nada muito elaborado. Nenhuma qualidade essencial para o futuro homem de negócios. Criatividade não tem a ver com resolver problemas ou buscar novas saídas. Isso só mostra se você é inteligente ou uma mula. Criatividade não precisa ser útil. Eu por exemplo sempre gostei de fazer coisas eu mesmo Até as que eu poderia facilmente comprar em algum lugar, e funcionariam bem melhor inclusive. Fiz eu mesmo por uma questão de prazer.

Tudo isso pra dizer que eu comprei um bloco de argila e uns potes de tinta para modelar e pintar esta girafa aqui, que eu desenhei faz algum tempo:

girafa de chapeu

O resultado foi este:

girafa na mao

Nada genial. Só uma girafinha torta. Mas eu me diverti muito fazendo e mesmo que não contribua tanto para enfeitar o quarto quanto eu imaginei eu continuo me divertindo enquanto olho para ela.

13 responses so far

Feb 05 2008

Avião de volta

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, textos

Estou de volta no Rio. Viagenzinha tranqüila de volta. Avião normal desta vez. Mil vezes melhor que o troço do exército que eu peguei para ir, o avião para voltar não fez a minha namorada achar que ia morrer. Uma melhora substancial.

Existe muita gente que morre de medo de voar de avião, muita gente que acha muito legal e a maioria que simplesmente voa de avião e não pensa muito sobre isso. Eu pessoalmente acho muito chato. Para o piloto deve até ser legal, mas para quem está sentado lá atrás fazendo nada é bastante tedioso.

Eu entrei, sentei no meu lugar, fiquei levemente irritado e perguntei para a minha namorada o que eu iria fazer. Ela não compartilha dessa minha visão deturpada das coisas, ficou levemente irritada e disse que aquilo era um avião para eu sentar e ficar quieto. A mulher manda, eu obedeço, mas nem fone de ouvido tinha no voo.

O avião é como se fosse um elevador gigantesco. As pessoas entram, a porta fecha e daí em diante você fica olhando para frente sério esperando a porta abrir. Mesmo que você esteja voando com algum conhecido não é tão simples assim conversar normalmente sabendo que as pessoas mais próximas provavelmente estão acompanhando a sua conversa. E é muito difícil aceitar quando você fala algo engraçado e alguma pessoa perto ri do nada.

Eu só tenho dois desejos quando o avião decola: Primeiro que ele não se transforme numa gigantesca bola de fogo e se espatife em algum lugar, e segundo eu desejo que nenhum desconhecido puxe conversa comigo. Nada contra os desconhecidos, já que todos os conhecidos já foram um algum dia, mas se o cara for um mala não tem pra onde fugir. Você tem um lugar marcado do ladinho de um imbecil, e por mais que você vá ao banheiro não tem como passar o voo inteiro lá dentro. Também me sinto muito mal em cortar uma conversa. Não sei. Não consigo falar algo como: “Muito interessante mesmo. Calma só um pouco que eu vou colocar esse fone de ouvidos aqui, reclinar a cadeira. Pronto. Eu não vou estar prestando mais atenção em você de agora em diante, mas se quiser continuar falando está ótimo por mim.” Não sou uma pessoa boazinha, mas não consigo ser gratuitamente escroto com alguém que estava tentando ser simpático. Felizmente o desconhecido na minha fileira parecia estar dopado a viagem inteira e eu não precisei me preocupar com isso.

Quando o avião pousou aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto pessoalmente, mas falaram que depois que muita gente andou morrendo por ai se tornou uma coisa normal. As pessoas aplaudiram o fato de não terem morrido no pouso. Sério mesmo. As vezes durante algumas apresentações de stand-up eu noto que algumas platéias aplaudem com mais facilidade que outras. Mas aplaudir porque não morreu já está começando a desvalorizar muito a coisa. Daqui a pouco vai ter gente aplaudindo até por do sol. Espera… Isso já tem. Se no mínimo fosse difícil para o sol se por, fosse algum tipo de esforço para o sol, mas é a única coisa que ele tem feito desde sempre.

Agora, só para terminar, alguém pode me explicar porque são proibidas pessoas armadas nos aviões? Me faz duvidar dos critérios que são utilizados para dar armas para as pessoas. Parabéns. De agora em diante você é apto a portar armas por ai. Menos em aviões. A gente confia que você não vai matar ninguém no dia a dia, mas sabe-se lá o que você vai fazer dentro de um avião com todo aquele tédio.

9 responses so far

Jan 30 2008

Chopp inteiro

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Turismo

Update da minha situação de turista, e upgrade da minha crítica ao chopp de Recife. Achei um bar que faz o colarinho como ele deve ser feito. Meus olhos até lacrimejaram. Aquele líquido dourado vindo pra minha mesa. Aquela rodelinha espumosa. Gente, parem as prensas! Consigo até ver as menininhas desligando as chapinhas no susto. Parem as prensas porque Recife tem chopp bom.

Mesmo eu tendo ido a bares grandes e conhecidos, eu não estava indo nos bares certos. Precisei da ajuda dos meus amigos locais para finalmente me levar para um chopp de respeito aqui em Recife.

O Flávio da MR Media, empresa que hospeda o site, veio buscar a Clara e eu aqui onde estamos e a gente partiu para o Guaiamun Gigante para encontrar com o Murilo Gun. Coisa que teria sido comum se o Flávio não tivesse se perdido pelo caminho. Não só se perdeu como não entendeu o meu sotaque no telefone celular e pediu para falar com o porteiro do prédio. Depois disso foi tranqüilo. Alguns minutos depois ele chegou pela contramão para nos pegar.

Outra coisa curiosa é que por telefone o Flávio avisou que não dirigiria porque estava com um problema de visão. Ele falou isso, mas apareceu dirigindo. Na contramão. Dirigindo com o tato como disse. Mas sobrevivemos.

Espero ter me retratado com os bares de Recife. O chopp aqui é bom. Você só precisa que alguém de Recife te leve pra conhecer a cidade.

6 responses so far

Jan 26 2008

Meio chopp

Published by Nigel Goodman under Dia a dia

É verdade que eu estou adorando Recife, mas existem coisas que são inaceitaveis. Por mais apaixonado que você esteja tem sempre aquela coisa que faz você balançar. Sabe quando aquela garota bonitinha que você esta dando em cima da um espirro, fica com o nariz vermelhinho e da uma risadinha? Agora sabe quando ela vira para o lado e puxa um catarrão e depois cospe? Tá vendo só. É uma cusparada que vai reto no peito e acaba com o relacionamento. Coisa triste.

Comigo foi mais ou menos assim, mas sem a nojeira toda. Acontece que aqui em Recife o chopp tem colarinho. Tudo bem, colarinho é normal. Colarinho é normal sim, mas meio copo de espuma já é sacanagem. Acreditem ou não os chopps de recife têm mais espuma do que chopp. Porque se a espuma está até a metade e você leva em consideração que a boca da caldereta é mais larga que o fundo, da até pra ter um ataque de pânico quando você vê o garçom vindo com o teu choppinho.

Olha, eu tentei reclamar. No Rio quando eles começam a abusar e você reclama eles entram na linha de novo. Se você pede sem colarinho, adivinha só, ele vem sem colarinho. Aqui em Recife eu pedi para diminuir o colarinho e o cara me disse que o colarinho só saia no padrão. Padrão? Que diabos de padrão é esse? Se eu pedisse uma latinha de cerveja será que ele ia sacudir ela antes de me entregar?

Muitas vezes já discuti com os meus amigos sobre o colarinho. Ele é cremosinho, protege o chopp e acima de tudo da um charme à bebida. Aquela linha branca pertinho da borda realmente tem suas vantagens. Sério, o colarinho proteje o sabor do chopp. Mas nisso você supõe que deva haver chopp na droga do copo! Meio copo de espuma é sacanagem. É a mesma coisa que guardar moeda de 5 centavos no cofre.

7 responses so far

Next »