Archive for the 'Turismo' Category

Jan 30 2008

Chopp inteiro

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Turismo

Update da minha situação de turista, e upgrade da minha crítica ao chopp de Recife. Achei um bar que faz o colarinho como ele deve ser feito. Meus olhos até lacrimejaram. Aquele líquido dourado vindo pra minha mesa. Aquela rodelinha espumosa. Gente, parem as prensas! Consigo até ver as menininhas desligando as chapinhas no susto. Parem as prensas porque Recife tem chopp bom.

Mesmo eu tendo ido a bares grandes e conhecidos, eu não estava indo nos bares certos. Precisei da ajuda dos meus amigos locais para finalmente me levar para um chopp de respeito aqui em Recife.

O Flávio da MR Media, empresa que hospeda o site, veio buscar a Clara e eu aqui onde estamos e a gente partiu para o Guaiamun Gigante para encontrar com o Murilo Gun. Coisa que teria sido comum se o Flávio não tivesse se perdido pelo caminho. Não só se perdeu como não entendeu o meu sotaque no telefone celular e pediu para falar com o porteiro do prédio. Depois disso foi tranqüilo. Alguns minutos depois ele chegou pela contramão para nos pegar.

Outra coisa curiosa é que por telefone o Flávio avisou que não dirigiria porque estava com um problema de visão. Ele falou isso, mas apareceu dirigindo. Na contramão. Dirigindo com o tato como disse. Mas sobrevivemos.

Espero ter me retratado com os bares de Recife. O chopp aqui é bom. Você só precisa que alguém de Recife te leve pra conhecer a cidade.

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Jan 25 2008

Quase um gringo

Published by Nigel Goodman under Dia a dia, Turismo

Como eu falei que estaria, estou em Recife. Olha, se eu pudesse eu vinha morar aqui. Por enquanto não tenho tido muito tempo para me sentar e escrever sobre a cidade. Como Recife não é uma cidadezinha de férias como Búzios não dá muito bem para resumir tudo em um ou dois parágrafos. Vou escrevendo aos poucos então.

Eu sempre me orgulhei de não ser um gringo burro. Porque gringo, por mais inteligente que seja, assim que desembarca no aeroporto vira um retardado. Parece que de onde eles vieram as leis da física funcionam de maneira diferente e eles estão tendo muita dificuldade em se adaptar ao novo universo. E eu sempre me orgulhava de ser um cara adaptado a cultura. E ser adaptado no Rio de Janeiro significa que não vão passar a perna em você tanto quanto passariam se você fosse de outro lugar, significa também que eu não vou andar perdido cheio de dinheiro na carteira e que eu não vou levar nenhum tiro na cara por estar onde eu não deveria. Vocês nunca vão me ver subindo morro naqueles jeeps cheios de turista. Nunca mesmo.

Disso tudo que eu falei ai em cima a unica coisa que eu ainda não fiz desde que cheguei aqui em Recife foi subir no tal jeep. De resto só falta o portunhol enrolado e eu viro um gringo.

Eu paguei dois reais em uma cocada outro dia. Estou me sentindo um idiota até agora. Paguei dois reais adiantado à um flanelinha também. Depois eu decobri que se você der só cinquenta centavos na volta o flanelinha já fica feliz. As pessoas daqui já sentem o meu cheiro a quilometros. Um cara tentou me vender até um passarinho na praia de Boa Viagem outro dia. Sério. Um passarinho na praia. Queria vera cara de alguém que compra algum passarinho na praia e depois percebe que não sabe o que vai fazer com o bicho. Acabaram suas férias meu amigo. De agora em diante você vai precisar ficar carregando o passarinho para todos os lados, ou então comprar uma gaiola em algum lugar. Acho que deve ser algum código. Quando algum turista aparece em uma petshop de Recife procurando por uma gaiola vazia é hora de cobrar em dollar.

Mas eu estou me adaptando gente. Outro dia eu consegui comprar na praia um filtro solar por mais barato do que eu compraria em uma farmácia. Fiquei até com pena do vendedor quando eu descobri isso, mas vai ver ele era um vendedor altruista.

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Jan 21 2008

Búzios

Published by Nigel Goodman under Turismo

Como eu falei antes: Búzios é um lugar legal. Bem bacana mesmo. Você acorda, toma café e vai para a praia. Fica na praia a tarde inteira e depois volta para almoçar. Almoça e vai direto para a piscina. Quando fica de noite você vai para o centro se divertir nos bares e ver as lojas. Tem o movimento também, mas eu ainda sou muito jovem para ver o movimento. Tem censura. Idade mínima. Se você fica muito tempo parado em uma esquina olhando as pessoas indo e vindo pode ir deixando a identidade à mão. Depois de tudo isso você reza para algum santo forte e promete que se conseguir dormir nunca mais esquece o filtro.

A praia de Geribá é a praia principal do lugar. Aquela praia padrão com uma extensa faixa de areia cheia de gente bonita e de gente feia também, mesmo que elas não admitam que são feias. Apesar de ser a praia mais popular eu ainda prefiro a praia de Ferradurinha. Ferradurinha é bem menor que Geribá. Bem menor mesmo. Devem caber umas cinco pessoas lá. Mas mesmo pequena a praia é muito bonita. Vale a pena alugar um kayak para dar um passeio. Também é muito legal caminhar pelas pedras que cercam a praia e depois olhar de volta para a areia e procurar seus amigos e conhecidos, que, as vezes, até abanam de volta. Imperdível.

Para sair de noite existe a rua das pedras. Uma rua com calçamento de pedras como era de se esperar. É lá que as pessoas se reúnem para desfilar seus bronzeados, ou as queimaduras horrendas no caso dos gringos. Os barzinhos ficam espalhados, muitos com mesas na rua. É bastante agradável. Alguns lugares são impossíveis de conseguir uma mesa. A creperia Chez Michou é um desses lugares impossíveis. Como eles não tem nenhuma fila de espera enquanto você come alguém encara você esperando para agarrar sua mesa assim que você ameaçar ir ao banheiro.

Chegar nas praias ou na rua das pedras é muito fácil. Você só precisa dirigir seu carro pelas ruas minúsculas e mal sinalizadas de búzios. A coisa é tão tensa que as vezes você esta indo e vem vindo alguém em sentido oposto e não vai ter como passar. Não tem nem como saber se aquilo ali é mão ou contra mão. Vale a lei da relatividade: Se você vê alguém entrando na rua ela dá mão, se você vê alguém saindo dela: é contramão.

Outra curiosidade das ruas da cidade são os quebra-molas escondidos. Escondidos mesmo. Em trechos sem iluminação, da mesma cor que o resto da rua e na maioria das vezes sem qualquer placa sinalizando a sua existência. Até em uma curva eu achei uma coisa dessas. Vale mais uma vez a regra que eu acabei de colocar: se algum carro se arrebentar na sua frente é porque ali tem um quebra-molas.

Se o teu veiculo conseguir chegar ao destino inteiro só vai faltar encontrar uma vaga. Uma vaga, um pergaminho, um livro, uma maquina fotográfica, o mago barba branca e o Wally. Caso você desista de procurar uma vaga basta pegar um empréstimo e deixar o carro em algum estacionamento.

Apesar do trânsito esculhambado vale a pena ir para búzios, ainda mais se você for algum jovem bonito e descolado. Se você for você provavelmente já sabe disso tudo. E a dica para curtir suas férias é fazer como a minha namorada, curtir tudo que a cidade tem para oferecer, mas colocar algum mané para dirigir pra ela.

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