Então, você trabalha escrevendo roteiros para Hollywood
Então, você trabalha escrevendo roteiros para Hollywood e teve uma idéia brilhante. Vamos ser mais específicos um pouco. Você teve uma idéia brilhante para um filme de ação.
Liga pro Bruce Willis. Ligou? Ótimo. Agora diz pra ele que ele vai precisar dirigir um carro, em cima de um barco, enquanto atira em um submarino com um lança foguete. Ele está empolgado? Que maravilha.
Seu filme tem uma trama sensacional mesmo. Muita ação sem sentido justificada por uma trama muito bem bolada que envolve corrupção dentro das forças armadas americanas, venda de armas para países terroristas e uma tentativa de golpe.
Para evitar que militares malvados deponham o presidente a força e se aliem aos árabes, Bruce Willis vai ter que se pendurar em um helicóptero e atirar em uma moto com um lança chamas. E o Bruce Willis vai ter que fazer tudo isso sozinho, porque ele se meteu no meio disso tudo sem querer, quando ele pegou o pacote errado na lavanderia e acabou encontrando um bilhete muito revelador.
É claro que o governo americano vai descobrir esse engano muito rápido, e a partir disso o Bruce Willis passa a ser perseguido. Então, ou o Bruce Willis salva o presidente, os EUA e o mundo – porque os árabes estavam planejando explodir todos os países bons do mundo –, ou ele vai ser capturado pelos militares maus e assassinado.
Está tudo uma maravilha até aqui. Teu filme está show. Não é profundo, não é marcante, não é nada. É um filme de ação, com ação. É entretenimento de primeira.
Manda para os produtores. Eles gostaram? Não? Que coisa rapaz. Já sei, faz algumas modificações.
Coloca umas gostosas no filme, que tal? Os militares seqüestram a filha, a mulher e o cachorro do Bruce Willis, o que faz com que ele tenha que escolher entre, salvar o presidente, se salvar, ou salvar sua filha, sua mulher e seu cachorro.
O que será que Bruce Willis vai escolher? As três opções, claro. Mas para isso ele vai ter que pilotar um cavalo, perseguindo um skate enquanto atira tijolos que ele carregava em uma mochila.
Está muito legal. Mas e agora? Como vamos conseguir concluir tudo isso. Vamos colocar um gordo alívio cômico que mora em um porão e come pizza. Essa sim é uma saída de gênio. Aí ele entra na internet e resolve tudo. Ele conhece um cara, que conhece outro cara, que viu em um fórum uns códigos de acesso. Aí ele faz todos os sinais de trânsito ficarem vermelhos fazendo um engarrafamento gigante. Quebra todos os bancos. Manda um power point para o e-mail dos árabes e rastreia a van que os militares estão usando para transportar uma bomba. Ele localiza a filha do Bruce Willis rastreando o seu celular e dá RT em um tweet muito engraçado.
O hacker resolve tudo, mas não completamente. Porque ainda falta a mulher do Bruce Willis que estava sendo levada para os árabes pelo General Wilkson.
Na cena final Bruce Willis salta de paraquedas de um tapete voador. Aí salta do paraquedas e cai em um rolamento Le Parkour. Dá um tiro no peito do General e leva um tiro nas pernas. Bruce Willis desmaia e acorda em um hospital. Alguém fala alguma coisa, o Bruce Willis ri e depois fica sério do nada. Fim.



O parágrafo sobre o hacker tá genial!
Velho, vou mandar esse texto pra uns amigos meus na Califórnia…
*palmas*
Embora não tenha a ver com aquela coisa do Lula.
Você deveria ser roteirista lol
Se fosse roteirista, antes de ganhar um dolar ganharia uma divida de milhões por Plagio de 24 hrs e Die HArd ao mesmo tempo ahahah